
Se eu perguntar qual é o maior país da América Latina, sua resposta provavelmente será Brasil. E, em termos de território e população, você estaria certo. Mas quando o assunto é riqueza, a história muda completamente.
Apesar de ser a maior economia do Hemisfério Sul, o Brasil ocupa apenas a 9ª posição no ranking de PIB per capita da América Latina. Sim, nono lugar. Quer um choque maior? A Guiana, nossa vizinha, lidera esse ranking com um PIB per capita de US$ 28,9 mil – quase três vezes superior ao do Brasil, que fica em US$ 10,3 mil por habitante ao ano.
A resposta está no petróleo. Desde a descoberta de reservas na margem equatorial em 2015, a economia guianense explodiu. A petroleira ExxonMobil investiu pesado, e o país viu sua riqueza crescer de forma impressionante.
Enquanto isso, no Brasil, temos a mesma reserva de petróleo na margem equatorial brasileira, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. A diferença? Aqui, a exploração está parada. O Ibama, sob a gestão da ministra Marina Silva, barrou até mesmo os estudos da Petrobras na região.
Ou seja, enquanto a Guiana aproveita seus recursos para gerar riqueza, o Brasil continua preso em um modelo de desenvolvimento engessado, repleto de burocracia e entraves ideológicos.
O Brasil não é um país pobre. É um país rico que insiste em ser pobre. Com vastos recursos naturais, uma população trabalhadora e uma economia diversificada, deveríamos estar no topo do ranking. Mas o que nos prende?
A pergunta que fica é: até quando vamos aceitar essa posição de coadjuvante na América Latina?
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