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Quaresma: um chamado à conversão e ao fortalecimento da fé católica

Período litúrgico convida os fiéis à reflexão, ao jejum e à caridade em preparação para a Páscoa

04/03/2025 às 16h49 Atualizada em 04/03/2025 às 17h15
Por: Douglas Ferreira
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A Santa Missa de abertura da Quaresma será celebrada pelo arcebispo metropolitano de Teresina Dom Juarez Marques - Foto: Reprodução
A Santa Missa de abertura da Quaresma será celebrada pelo arcebispo metropolitano de Teresina Dom Juarez Marques - Foto: Reprodução

A partir desta Quarta-feira de Cinzas, 5 de março, tem início a Quaresma, um dos períodos mais significativos do calendário cristão. Durante 40 dias, a Igreja Católica propõe aos fiéis um tempo de recolhimento, oração e transformação espiritual, preparando-os para a celebração da Páscoa, que marca a ressurreição de Cristo. Em Teresina, a abertura desse período será conduzida pelo arcebispo metropolitano, Dom Juarez Marques, com a celebração da Santa Missa na Catedral de Nossa Senhora das Dores, Praça Saraiva, a partir das 7h30.

Mais do que um ritual, uma vivência espiritual

A Quaresma não se resume a um simples período de tradição religiosa. Para os católicos, trata-se de um convite à introspecção e à renovação da fé. Inspirado nos 40 dias que Jesus passou no deserto enfrentando provações, este tempo litúrgico reforça a necessidade de fortalecimento espiritual diante dos desafios da vida.

Um dos momentos mais marcantes da Quarta-feira de Cinzas é a imposição das cinzas sobre os fiéis, gesto que simboliza a penitência e a conversão. As cinzas, obtidas a partir da queima dos ramos do Domingo de Ramos do ano anterior, remetem à efemeridade da vida e à necessidade de mudança interior.

Jejum, oração e caridade: os pilares da Quaresma

Segundo o padre José Nery, assessor eclesiástico de comunicação da Arquidiocese de Teresina, a Quaresma é um verdadeiro retiro espiritual, que exige comprometimento e autenticidade. “Não é apenas um período de renúncias formais, mas um chamado à transformação do coração. O jejum, a oração e a caridade são pilares essenciais dessa caminhada”, destaca o sacerdote.

O jejum, tradicionalmente praticado nas quartas e sextas-feiras, tem um significado que vai além da privação alimentar. Ele simboliza o desapego, o domínio sobre os desejos e a abertura para uma maior conexão com Deus. Já a oração é o meio pelo qual o fiel busca intimidade com o Criador, enquanto a caridade representa a manifestação concreta do amor cristão, voltado ao próximo.

“Viver a caridade é permitir que a fé transborde em gestos concretos. Quando cuidamos dos mais necessitados, não apenas aliviamos sofrimentos, mas experimentamos a própria presença de Deus em nossas vidas”, reforça padre Nery.

Um caminho para o amadurecimento da fé

Mais do que um tempo de restrições, a Quaresma deve ser encarada como uma oportunidade de crescimento espiritual. Para isso, a Igreja recomenda práticas como a leitura da Bíblia, a oração do Terço, a meditação da Via-Sacra e a participação em encontros quaresmais.

“O essencial é que cada cristão viva esse período com sinceridade, buscando um encontro profundo com Deus. A Quaresma nos desafia a refletir sobre nossas ações, a mudar o que precisa ser mudado e a nos aproximarmos do verdadeiro sentido da fé, que é o amor”, conclui o sacerdote.

Com esse propósito, a Quaresma se torna mais do que um tempo litúrgico: é um chamado à conversão, ao compromisso com o próximo e à vivência de uma fé que transforma.

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