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Economia ECONOMIA

Pequenos provedores de internet ganham força no Brasil

Setor já é responsável por 46% da receita e 64% dos investimentos em infraestrutura

28/02/2025 às 08h00 Atualizada em 28/02/2025 às 08h54
Por: Wagner Albuquerque
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Provedor G3 Telecom, empresa piauiense é destaque em serviços de qualidade - Foto: Reprodução
Provedor G3 Telecom, empresa piauiense é destaque em serviços de qualidade - Foto: Reprodução

Os pequenos provedores de internet estão conquistando uma fatia cada vez maior do mercado de banda larga fixa no Brasil. De acordo com um relatório divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs) já representam 46% da receita total do setor e 64% dos investimentos em infraestrutura.

O estudo também revela que o tráfego de dados das PPPs já corresponde a quase metade do consumo total do país. Esse crescimento tem sido impulsionado pela maior demanda por conectividade, o avanço da digitalização da economia e as medidas regulatórias da Anatel, que estimularam a concorrência.

Destaques do relatório:
    •    46% da receita da banda larga fixa vem das PPPs;
    •    PPPs investiram R$ 18 bilhões em infraestrutura entre 2023 e 2024;
    •    Pequenos provedores dominam até 80% do mercado em alguns estados do Nordeste;
    •    Tráfego de dados das PPPs já equivale a 46% do total do país.

Nos últimos anos, os pequenos provedores, especialmente no Nordeste, têm ganhado terreno em locais onde as grandes operadoras não atuam. Além disso, eles estão investindo mais em infraestrutura do que as grandes operadoras, aplicando R$ 18 bilhões entre 2023 e 2024, em comparação aos R$ 10,2 bilhões das quatro principais operadoras do país.

Desafios e perspectivas

Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como a qualidade dos dados reportados pelas empresas e a sustentabilidade financeira das PPPs. A Receita Média por Usuário (ARPU) dessas prestadoras ainda é inferior à das grandes operadoras, o que pode afetar a rentabilidade do setor a longo prazo. Contudo, a digitalização e a expansão da internet para regiões remotas devem garantir um futuro promissor para as PPPs, essenciais para reduzir desigualdades e aumentar a competitividade no setor de telecomunicações.

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