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Economia EMBATE ENERGÉTICO

Governo desativa usinas eólicas e solares no Nordeste, e disputa vai parar na Justiça

O governo desliga geradores de energia limpa e causa prejuízos bilionários

22/02/2025 às 12h00 Atualizada em 22/02/2025 às 12h06
Por: Douglas Ferreira
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O setor vem sendo prejudicado pela ineficiência do governo federal e muitos empresas estão demitindo - Foto: Reprodução
O setor vem sendo prejudicado pela ineficiência do governo federal e muitos empresas estão demitindo - Foto: Reprodução

Em 2023, diversas usinas eólicas e solares no Nordeste foram proibidas de operar, sob a justificativa de que a oferta excessiva de energia poderia comprometer a estabilidade do sistema elétrico. A decisão, determinada pela Aneel e seguida pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), resultou em prejuízos bilionários para o setor.

Setor eólico e solar acumulam perdas gigantescas

O setor eólico calcula perdas de R$ 1,7 bilhão, um valor equivalente a metade do consumo elétrico de Goiás no mesmo período. Já o setor solar sofreu um impacto de R$ 673,5 milhões. No Rio Grande do Norte, principal produtor de energia eólica do país, alguns parques chegaram a ter 60% da geração reduzida.

Empresas recorrem à Justiça e governadores pressionam o Planalto

Diante do impacto financeiro, as geradoras acionaram a Justiça em busca de indenizações pelos cortes forçados. Além disso, governadores do Nordeste levaram o tema ao presidente Lula, alertando que a insegurança na geração pode afugentar investimentos e comprometer o crescimento do setor.

O consumidor não pode pagar essa conta

O setor elétrico reivindica compensação pelos prejuízos, mas a Aneel rejeita que a conta seja repassada ao consumidor. Empresas e especialistas alertam que essa despesa deve ser paga pelo governo, que falhou em estruturar o sistema elétrico para absorver a energia limpa disponível.

Alternativas para equilibrar o sistema sem prejudicar a energia renovável

O governo, por meio do Ministério de Minas e Energia, criou um grupo de trabalho para buscar soluções. Entre as propostas estudadas estão:

  • Redução do preço da eletricidade nos períodos de maior geração eólica e solar, incentivando o consumo industrial nesses horários.
  • Incentivos fiscais e linhas de crédito para a indústria, estimulando o uso de energia renovável e tornando produtos brasileiros mais competitivos globalmente.

Crítica à falta de planejamento do governo

A crise expõe a inoperância estatal em adaptar a infraestrutura elétrica do país. As usinas eólicas e solares investiram bilhões na expansão da energia renovável, acreditando no cumprimento das regras contratuais. No entanto, a falta de planejamento e reforço no sistema elétrico resultou em cortes arbitrários. Agora, o setor busca compensação, e o governo precisa assumir essa responsabilidade, garantindo que o prejuízo não recaia sobre os consumidores.

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