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Economia NO TOPO DOS JUROS

Brasil no vermelho: juros recordes e rombo bilionário expõem crise econômica

Governo insiste em discurso otimista, mas realidade dos números aponta para um cenário alarmante

01/02/2025 às 09h29
Por: Douglas Ferreira
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A falta de um reconhecimento da gravidade econômica do país impede a reversão do quadro quase caótico - Foto: Reprodução
A falta de um reconhecimento da gravidade econômica do país impede a reversão do quadro quase caótico - Foto: Reprodução

O país dos juros mais altos do mundo

Se para o governo os números parecem confortáveis, para a economia brasileira o cenário é alarmante. Sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil atingiu um título nada honroso: a maior taxa real de juros do planeta. Nesta sexta-feira (31), o país superou a Argentina e assumiu o topo do ranking global, com 9,1% de juros reais, segundo levantamento do economista Jason Vieira, do site MoneYou. Enquanto isso, o Tesouro Nacional revelou um rombo de R$ 43 bilhões nas contas públicas em 2024, sinalizando que a crise fiscal está longe de ser controlada.

O Banco Central elevou a Selic de 12,25% para 13,25% ao ano e já indicou nova alta para março, podendo chegar a 14,25%. O mercado, por sua vez, prevê que os juros subam ainda mais, atingindo 15% em maio. Enquanto isso, a inflação projetada para 2025 já ultrapassa o teto da meta, com previsão de 5,5%.

Governo em negação diante do caos fiscal

Mesmo diante do rombo bilionário e do alerta do mercado, o governo Lula segue apostando em um discurso otimista, recusando-se a admitir a gravidade da situação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descarta a existência de um desequilíbrio fiscal, apesar do déficit histórico registrado pelas estatais, que acumularam um prejuízo de R$ 8 bilhões – o pior desde 2001, com os Correios entre os principais responsáveis pela sangria.

As contas do Executivo evidenciam um quadro preocupante: as despesas públicas totalizaram R$ 2,2 trilhões em 2024, enquanto a arrecadação líquida ficou abaixo desse patamar, em R$ 2,1 trilhões. A matemática não fecha, mas o governo insiste em ignorar os números.

Até onde vai essa ilusão?

Contra fatos, não há argumentos. Enquanto Lula e sua equipe negam o óbvio, a realidade econômica do país se deteriora. A falta de medidas concretas para conter o rombo fiscal e a escalada dos juros indicam que a crise pode se aprofundar nos próximos meses. A primeira atitude para reverter esse cenário seria reconhecer o problema. Mas até agora, nem Lula nem Haddad parecem dispostos a fazer um mea culpa.

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