
Se para o governo os números parecem confortáveis, para a economia brasileira o cenário é alarmante. Sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil atingiu um título nada honroso: a maior taxa real de juros do planeta. Nesta sexta-feira (31), o país superou a Argentina e assumiu o topo do ranking global, com 9,1% de juros reais, segundo levantamento do economista Jason Vieira, do site MoneYou. Enquanto isso, o Tesouro Nacional revelou um rombo de R$ 43 bilhões nas contas públicas em 2024, sinalizando que a crise fiscal está longe de ser controlada.
O Banco Central elevou a Selic de 12,25% para 13,25% ao ano e já indicou nova alta para março, podendo chegar a 14,25%. O mercado, por sua vez, prevê que os juros subam ainda mais, atingindo 15% em maio. Enquanto isso, a inflação projetada para 2025 já ultrapassa o teto da meta, com previsão de 5,5%.
Mesmo diante do rombo bilionário e do alerta do mercado, o governo Lula segue apostando em um discurso otimista, recusando-se a admitir a gravidade da situação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descarta a existência de um desequilíbrio fiscal, apesar do déficit histórico registrado pelas estatais, que acumularam um prejuízo de R$ 8 bilhões – o pior desde 2001, com os Correios entre os principais responsáveis pela sangria.
As contas do Executivo evidenciam um quadro preocupante: as despesas públicas totalizaram R$ 2,2 trilhões em 2024, enquanto a arrecadação líquida ficou abaixo desse patamar, em R$ 2,1 trilhões. A matemática não fecha, mas o governo insiste em ignorar os números.
Contra fatos, não há argumentos. Enquanto Lula e sua equipe negam o óbvio, a realidade econômica do país se deteriora. A falta de medidas concretas para conter o rombo fiscal e a escalada dos juros indicam que a crise pode se aprofundar nos próximos meses. A primeira atitude para reverter esse cenário seria reconhecer o problema. Mas até agora, nem Lula nem Haddad parecem dispostos a fazer um mea culpa.
ESCALA 6X1 Presidente da CNI defende que Senado discuta modernização trabalhista à exaustão
AUMENTANDO DÍVIDAS? Dia após o jogo?
OPERAÇÃO MIRAGEM Digimais: os CDBs cresceram 1.130%. Mas de onde veio tanto dinheiro?
POLÍCIA FEDERAL Digimais e Master: bancos diferentes, roteiro parecido?
INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Adeus aos ingleses: Jaguar Land Rover fecha fábrica e muda mapa da indústria automotiva
RESTITUIÇÃO Receita libera consulta ao IR e paga 2º lote no fim de junho
INDUSTRIA FIEPI e sindicatos da indústria piauiense participam de encontro com pré-candidatos à Presidência
COMÉRCIO EXTERIOR Tarifas dos EUA: governo Lula admite dificuldade para evitar novas sobretaxas
RANKING MUNDIAL Brasil cai no ranking de competitividade: desemprego baixo não esconde problemas estruturais Mín. 23° Máx. 32°