
Começa hoje (20) e segue até sexta-feira (24), em Davos (Suíça), a Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial (WEF), evento que reúne líderes políticos, empresariais e de outras áreas da sociedade para debater os principais desafios globais e regionais.
Nesta edição de 2025, o Fórum traz como tema principal “Colaboração para a Era Inteligente” e tem como objetivo promover novas parcerias e perspectivas para moldar um futuro mais sustentável e inclusivo numa era de tecnologia em rápido avanço, com foco em cinco áreas-chave: Reimaginar o Crescimento, Indústrias na Era Inteligente, Investir nas Pessoas, Proteger o Planeta e Reconstruir a Confiança.
Como acontece todos os anos, antes da reunião, o WEF divulga um relatório com os principais riscos globais. A sua 20ª edição, divulgada no último dia 15, revela um cenário global cada vez mais fragmentado, onde a escalada dos desafios geopolíticos, ambientais, sociais e tecnológicos ameaçam a estabilidade e o progresso.
O conflito armado entre Estados foi identificado como o risco global mais urgente para 2025, sendo considerado a preocupação mais grave para este ano.
Já a desinformação e a informação incorreta estão entre os principais riscos de curto prazo, pelo segundo ano consecutivo, sublinhando a ameaça persistente à coesão social e à governação, ao minar a confiança e ao exacerbar divisões dentro e entre nações. Outros riscos destacados de curto prazo incluem eventos climáticos extremos, polarização social, ciberespionagem e guerra.
A longo prazo, os riscos ambientais dominam, com eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e colapso dos ecossistemas, mudanças críticas nos sistemas terrestres e escassez de recursos naturais a liderarem os rankings de riscos num horizonte de 10 anos.
O quinto risco ambiental no top 10 é a poluição, que também é identificada como um dos principais riscos a curto prazo. O sexto lugar que ocupa na perspectiva a curto prazo reflete o reconhecimento crescente dos graves impactos na saúde e nos ecossistemas causados pela ampla gama de poluentes presentes no ar, na água e no solo. De forma geral, os eventos climáticos extremos foram identificados como riscos significativos imediatos, de curto e de longo prazo.
O cenário de longo prazo também é marcado por riscos tecnológicos relacionados com a desinformação, a informação incorreta e os resultados adversos das tecnologias de inteligência artificial.
Mirek Dušek, diretor-geral do Fórum Econômico Mundial, afirma que “as tensões geopolíticas crescentes, a fragmentação da confiança global e a crise climática estão a pressionar o sistema global como nunca”.
Diante desse mundo marcado por profundas divisões e riscos em cascata, Dusek destaca que os líderes globais têm uma escolha: fomentar a colaboração e a resiliência ou enfrentar uma instabilidade crescente. “O que está em jogo nunca foi tão crítico”, pontua.
O relatório de riscos 2025 se baseia nas opiniões de mais de 900 especialistas em riscos globais, provenientes dos setores empresarial, governamental, acadêmico e da sociedade civil. Ouvidos em setembro e outubro de 2024, os entrevistados parecem muito menos otimistas em relação ao futuro do mundo a longo prazo do que no curto prazo. Quase dois terços deles antecipam um cenário global turbulento ou tempestuoso até 2035, impulsionado, em particular, pelo agravamento dos desafios ambientais, tecnológicos e sociais.
É sobre esse cenário que o Fórum Econômico Mundial acontece e buscas respostas para questões como choques geopolíticos, estímulo ao crescimento para melhorar os padrões de vida e sobre como administrar uma transição energética justa e inclusiva.
Fonte: https://www.weforum.org/
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