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Dólar dispara para R$ 6,22 no início de 2025 e expõe desconfiança no governo Lula

Moeda americana acumula alta de 27,36% em 2024 e mantém trajetória ascendente, mesmo após cortes de gastos anunciados. Mercado segue cético quanto à política econômica e ao controle fiscal do país

02/01/2025 às 14h25
Por: Douglas Ferreira
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Galípolo já deu sinais de que a política monetária não será submetida a interferência política - Foto: Reprodução
Galípolo já deu sinais de que a política monetária não será submetida a interferência política - Foto: Reprodução

A moeda americana iniciou 2025 em alta histórica, contrariando previsões otimistas do governo. Logo na primeira sessão do ano, o dólar bateu 6,22 reais e, às 10h43, era negociado a 6,20 reais. O salto acentuado reacende as dúvidas sobre a condução econômica do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Promessas quebradas e desconfiança crescente
Durante 2024, Lula garantiu que “quem apostasse na alta do dólar perderia dinheiro”. No entanto, a realidade se mostrou bem diferente. Mesmo com o Banco Central agora sob o comando de Gabriel Galípolo, indicado por Lula, a moeda americana continua sua escalada, evidenciando o ceticismo do mercado quanto à sustentabilidade fiscal do país.

Analistas apontam que o pacote de corte de gastos anunciado pelo governo foi insuficiente para acalmar os investidores. A política fiscal expansionista e os sinais de descontrole nas contas públicas mantêm o dólar em alta e ampliam o temor de novas pressões inflacionárias.

Desempenho assustador e comparações preocupantes
No fechamento de 2024, o dólar acumulou alta de 27,36%, atingindo 6,17 reais - o pior desempenho desde 2020, ano marcado pela crise global provocada pela pandemia de Covid 19. Agora, a moeda americana abre o novo ano ainda mais valorizada, consolidando um cenário de fragilidade cambial e instabilidade econômica.

Mercado cobra responsabilidade fiscal
Com os olhos voltados para os dados do mercado de trabalho nos EUA e as incertezas fiscais internas, investidores temem que o governo siga apostando em políticas expansionistas e pouco eficazes. A baixa liquidez do período de festas e o fluxo contínuo de saída de dólares também pressionam o câmbio, alimentando a expectativa de novas intervenções do Banco Central.

Conclusão: o alerta está dado
O cenário atual deixa um recado claro: confiança não se compra com discursos. O governo precisa apresentar soluções concretas e críveis para estabilizar o câmbio e reconquistar a confiança do mercado. Caso contrário, o real continuará sofrendo e o custo de vida para os brasileiros tende a piorar. Afinal, quando o dólar sobe, os impactos atingem do pão à gasolina, pesando ainda mais no bolso da população.

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JoseHá 1 ano ceara fortalezaTroque a palavra "mercado" pela expressão "a parcela mais rica da sociedade" e voc~e vai entender o contexto.
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