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Polícia SEQUESTRO E MORTE

Caso Mayllon Sanael: Facções criminosas aperfeiçoam homicídios no Piauí

Os criminosos invadiram um apartamento no residencial Torquato Neto, na zona Sul de Teresina, sequestrando seus familiares para atrai-lo

10/08/2024 às 08h05 Atualizada em 10/08/2024 às 10h26
Por: Douglas Ferreira
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O Rodoanel viário de Teresina tem sido usado pelas facções para execuções e desova de cadáveres - Foto: Reprodução
O Rodoanel viário de Teresina tem sido usado pelas facções para execuções e desova de cadáveres - Foto: Reprodução

As facções criminosas no Piauí estão se tornando cada vez mais sofisticadas em suas operações, especialmente nos crimes de homicídio. De Cristândia a Cajueiro da Praia, essas facções agem com ousadia, aparentando confiar na impunidade. Os assassinatos são planejados de forma complexa, lembrando cenas de filmes de crime organizados de Hollywood.

O caso de Mayllon Sanael

Nesta sexta-feira, Mayllon Sanael Ramos do Nascimento, de 21 anos, foi atraído para uma emboscada mortal. Os criminosos invadiram um apartamento no residencial Torquato Neto, na zona Sul de Teresina, sequestrando seus familiares para atrai-lo. A ação culminou no sequestro e Mayllon e da mãe e posterior execução de Mayllon no Rodoanel.

Operação dos criminosos

Segundo o delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os criminosos invadiram a residência de Mayllon e renderam sua esposa. Durante a invasão, a mãe e a ex-companheira de Mayllon chegaram ao local. Os criminosos usaram a mãe para atrair Mayllon ao apartamento.

Após sequestrar Mayllon e sua mãe, os criminosos os mantiveram reféns durante horas. Os sequestradores então levaram ambos ao Rodoanel, onde Mayllon foi executado com seis tiros no rosto. Aproximadamente 17 estojos de munição foram encontrados na cena do crime. A mãe de Mayllon foi liberada sem presenciar o assassinato do filho.

Motivação e investigações

Familiares relataram à polícia que Mayllon integrava uma facção criminosa e havia migrado para um grupo rival. Ele respondia em liberdade por porte ilegal de arma e receptação. As motivações por trás de seu assassinato estão sendo investigadas, assim como a identificação das facções envolvidas.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) está conduzindo as investigações, mas até o momento, os sequestradores não foram encontrados. A complexidade do caso reflete a crescente sofisticação e brutalidade das facções criminosas na região.

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