Segunda, 29 de Junho de 2026
25°

Tempo nublado

Teresina, PI

Polícia MEMBRO DO GDE

Homem morto na praia de Atalaia era faccionado e estava foragido no litoral do PI; viúva confirmou ligação dele com GDE

Polícia investiga a morte de Marcos Alves de Sousa, foragido da Justiça cearense e integrante da facção Guardiões do Estado (GDE), baleado durante tumulto em apresentação na praia de Atalaia, em Luís Correia

29/12/2024 às 14h48 Atualizada em 29/12/2024 às 15h10
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
Marcos Alves teria iniciado o tumulto - Foto: Reprodução
Marcos Alves teria iniciado o tumulto - Foto: Reprodução

Investigação e contexto do crime

A Polícia Civil do Piauí iniciou investigações sobre o assassinato de Marcos Alves de Sousa, o Marquinhos, de 41 anos, ocorrido durante um show do cantor Wesley Safadão na praia de Atalaia, em Luís Correia. Marcos era membro da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), originária do Ceará, e estava foragido da Justiça. Ele foi morto após iniciar um tumulto ao sacar uma arma e efetuar disparos no chão. Testemunhas relatam que o confronto envolveu três homens, supostamente policiais à paisana.

Quem era Marcos Alves de Sousa?

Marcos Alves possuía uma extensa ficha criminal, incluindo acusações por roubo de veículos, porte ilegal de armas, tráfico de drogas e assaltos. Ele estava na mira da Justiça cearense, de onde fugiu, e foi localizado em Luís Correia, Piauí. No momento do crime, estava acompanhado da esposa, Maria Alcineida, do filho e outros familiares.

O que aconteceu no show?

Momentos antes do início do show de Wesley Safadão, Marcos sacou uma arma e atirou no chão, provocando pânico entre os presentes. Segundo relatos, ele tentou resistir à abordagem e disparar novamente, mas foi neutralizado e morreu no local. Sua esposa também foi ferida e levada ao hospital em estado grave. Ela teria apresentado identidade falsa, mas foi identificada como a mulher de Marcos.

Execução ou legítima defesa?

As investigações preliminares sugerem que Marcos foi contido por policiais à paisana presentes no evento. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Luís Correia está apurando se os tiros foram disparados em legítima defesa ou se houve execução premeditada. Os envolvidos ainda não foram identificados publicamente, e a polícia busca esclarecer a motivação por trás do comportamento de Marcos e a autoria dos disparos.

Maria Alcineida confirmou a ligação de Marquinhos com a facção GDE - Foto: Reprodução/RP50

Relato da Companheira

Em depoimento à polícia, Maria Alcineida, companheira de Marquinhos, afirmou que o casal veio de Maracanaú, no Ceará, para curtir as festas de fim de ano em Luís Correia. Eles estavam hospedados em uma pensão e, segundo ela, não contaram com apoio ou guarida de ninguém no litoral piauiense.

Maria revelou que o marido era dependente de cocaína e maconha, sugerindo que os disparos efetuados por ele foram resultado de um estado alterado devido à combinação de drogas e álcool. Ela também confirmou que Marquinhos sabia do mandado de prisão em aberto contra ele e admitiu sua ligação com a GDE, onde era membro batizado.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários