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Dólar em alta: Brasil registra saída bilionária mesmo com leilões do BC

Dólar em alta: Brasil registra saída bilionária mesmo com leilões do BC

26/12/2024 às 18h27
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
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O Brasil contabilizou uma saída líquida de US$ 18,427 bilhões no fluxo cambial em dezembro, até o dia 20, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (26). Esse movimento foi impulsionado principalmente pela via financeira, que abrange operações como investimentos estrangeiros, remessas de lucros e pagamento de juros.

Na semana de 16 a 20 de dezembro, o país registrou uma saída líquida de US$ 11,640 bilhões. Durante esse período, o Banco Central realizou leilões sucessivos de dólares para atender à demanda de empresas e fundos que enviaram recursos ao exterior. Esses leilões totalizaram US$ 15 bilhões em dois dias, com US$ 8 bilhões ofertados na quinta-feira e US$ 7 bilhões na sexta-feira.

Pelo canal financeiro, que responde pela maior parte do fluxo, as saídas líquidas somaram US$ 18,206 bilhões no acumulado de dezembro até o dia 20. Já pelo canal comercial, que considera exportações e importações, o saldo foi negativo em US$ 221 milhões no mesmo período.

No acumulado do ano até 20 de dezembro, o fluxo cambial total ficou negativo em US$ 10,031 bilhões. Esse resultado reflete a combinação de alta demanda por dólares no final do ano e intervenções do Banco Central para suavizar a volatilidade do câmbio. Até agora, o BC já vendeu US$ 30,77 bilhões no mercado em dezembro, incluindo operações à vista e de linha.

O aumento nas remessas de dólares ao exterior é típico no final do ano, com empresas e fundos realizando transferências para honrar compromissos internacionais. No entanto, a desconfiança em relação à política fiscal do governo brasileiro e incertezas sobre o cenário internacional têm intensificado a pressão sobre o câmbio, resultando em uma valorização acumulada de R$ 0,17 do dólar frente ao real no mês.

As intervenções do Banco Central buscam equilibrar a oferta de moeda estrangeira no mercado interno, minimizando oscilações abruptas. Apesar disso, os desafios econômicos internos e a instabilidade global continuam a influenciar as expectativas para o mercado cambial nos próximos meses.

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