
A queda abrupta no mercado de criptomoedas pegou investidores de surpresa, apagando US$ 500 bilhões (R$ 3,05 trilhões) em valor de mercado e levantando questionamentos sobre o futuro do setor. O bitcoin, principal ativo digital, registrou um recuo de 14% desde seu pico histórico alcançado na última terça-feira, marcando seu menor preço de fechamento diário desde 27 de novembro.
Impacto no mercado
O bitcoin caiu 2%, sendo negociado abaixo de US$ 93.000 (R$ 567.300), enquanto outras criptomoedas e empresas relacionadas também foram atingidas. A MicroStrategy, conhecida por sua vasta posição em bitcoins, despencou 9%, enquanto a Coinbase e a Marathon Digital caíram 4%. Essas empresas acumulam perdas superiores a 20% em relação aos picos registrados no início do mês.
Razões para a queda
A liquidação em criptomoedas acompanha perdas em ativos de maior risco, como a bolsa de valores. O índice S&P 500 caiu 2% após declarações do Federal Reserve na última quarta-feira, que expressou preocupação com a inflação e reduziu expectativas para cortes de juros em 2025.
Com juros mais altos, investidores tendem a buscar ativos de menor risco e maior retorno, como títulos públicos, impactando negativamente as criptomoedas. Analistas destacam que periódos de aperto monetário historicamente prejudicam ativos digitais.
Histórico e perspectivas
Correções acentuadas não são incomuns para o bitcoin. Em 2021 e 2022, a criptomoeda perdeu mais de 70% de seu valor antes de atingir o recorde recente. Apesar da queda atual, o bitcoin ainda acumula uma valorização impressionante de 120% em 2024 e 36% desde as eleições nos EUA.
Possível reversão com Trump?
A volta de Donald Trump à presidência pode impactar o mercado. Conhecido por sua postura favorável às criptomoedas, Trump pode promover regulações mais flexíveis e incentivar o mercado. Porém, analistas alertam que, no curto prazo, as criptomoedas podem continuar vulneráveis a políticas monetárias restritivas.
Conclusão
A queda das criptomoedas expõe os riscos e a volatilidade do mercado digital. Embora ajustes são esperados em ciclos de alta, a preocupação com a inflação e as taxas de juros pode prolongar a pressão sobre esses ativos. Investidores agora aguardam os próximos movimentos políticos e econômicos para avaliar se o mercado se estabilizará ou continuará em queda.
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