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Decretada prisão preventiva de criminoso que tentou golpe contra distribuidora de alimentos em THE

Mesmo com uma ficha criminal extensa, que inclui 25 processos por furto qualificado e estelionato, Charles estava em liberdade e seguia aplicando golpes, como o que tentou contra a Distribuidora Ideal Alimentos.

09/08/2024 às 08h18
Por: Douglas Ferreira
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Juíza decreta prisão de golpista e receptador - Foto: Reprodução
Juíza decreta prisão de golpista e receptador - Foto: Reprodução

Dizem que um dia é da caça, e outro do caçador, mas parece que a Justiça, em seu ritmo moroso, tem facilitado a vida de criminosos que continuam a desafiar as leis impunemente. O caso de Charles da Silva Albuquerque é um exemplo gritante dessa realidade. Mesmo com uma ficha criminal extensa, que inclui 25 processos por furto qualificado e estelionato, Charles estava em liberdade e seguia aplicando golpes, como o que tentou contra a Distribuidora Ideal Alimentos.

Na última terça-feira, 6, a juíza Lucyane Martins Brito finalmente decretou a prisão preventiva de Charles após uma audiência de custódia. Mas a pergunta que fica é: por que um criminoso com um histórico tão extenso ainda estava solto? E por que esses processos demoram tanto para transitar em julgado, permitindo que indivíduos como Charles continuem a lesar empresas e cidadãos?

Charles foi preso em flagrante enquanto tentava executar mais um golpe, desta vez envolvendo a compra fraudulenta de mercadorias no valor de R$ 17.800,00. Sua estratégia era simples e ousada: se passava por um funcionário de empresas renomadas para simular compras, deixando um rastro de prejuízos por onde passava.

Além de Charles, Gediel Galvão Silva, acusado de receptação e porte ilegal de arma de fogo, também teve sua prisão convertida em preventiva. Gediel alegou desconhecer a origem ilícita dos produtos que comprava, mas o contexto de sua apreensão — em um local isolado, à noite, portando uma arma ilegalmente — revelou o contrário.

A decisão da juíza foi fundamentada no risco que a liberdade desses indivíduos representaria para a ordem pública. Mas, novamente, fica a questão: por que esses riscos não foram identificados antes nos 25 processos em andamento? Por que Charles, com tantas condenações nas costas, estava livre para continuar cometendo crimes?

A lentidão da Justiça não apenas desmoraliza o sistema legal, mas também coloca em risco a segurança da sociedade. É um ciclo vicioso que só beneficia o infrator, enquanto vítimas e cidadãos honestos pagam o preço dessa inércia. Até quando vamos permitir que a morosidade do sistema continue sendo um aliado dos criminosos?

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