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Cratera engole Avenida José Soares e escancara abandono da zona Sul de Teresina

Principal ligação entre o Grande Angelim e a BR 316 virou um cenário de abandono enquanto SDU Sul e Prefeitura seguem em silêncio

17/05/2026 às 04h00
Por: Douglas Ferreira
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O buraco virou cratera e atrapalha o tráfego na avenida - Foto: Reprodução
O buraco virou cratera e atrapalha o tráfego na avenida - Foto: Reprodução

O que começou como um simples buraco no início do período chuvoso virou uma verdadeira cratera no coração da zona Sul de Teresina. A Avenida José Soares, principal corredor de acesso entre os bairros do Grande Angelim, Vila Irmã Dulce e a BR 316, hoje mais parece uma pista bombardeada. Motoristas se arriscam diariamente em meio à lama, crateras e desvios improvisados, enquanto a Prefeitura de Teresina e a SDU Sul assistem tudo de camarote, mergulhadas num silêncio ensurdecedor.

A situação é tão grave que até caminhões encontram dificuldade para passar pelo trecho. Em alguns pontos, o asfalto simplesmente desapareceu. A via, entregue em 2019 para melhorar a mobilidade da região, hoje virou um teste de paciência e sobrevivência. Em dias de chuva, o cenário lembra um atoleiro de estrada vicinal abandonada no interior. Motociclistas trafegam com medo constante de cair. Motoristas fazem verdadeiros malabarismos para escapar dos buracos, como quem tenta desviar de minas terrestres em campo de guerra.

Moradores e condutores reclamam que o problema não surgiu da noite para o dia. O buraco apareceu ainda no começo do inverno e foi crescendo diante da completa inércia do poder público. A impressão é de abandono absoluto. Enquanto a cratera aumentava semana após semana, nenhuma intervenção efetiva foi realizada. Nem sinal da SDU Sul. Nem pronunciamento do prefeito Sílvio Mendes. Nem previsão concreta de recuperação.

O desabafo dos motoristas traduz o sentimento de revolta da população. A avenida possui fluxo intenso de carros, motos, ônibus e caminhões diariamente. É uma artéria fundamental da mobilidade urbana da zona Sul. Quando uma via dessa importância entra em colapso, não é apenas o trânsito que sofre. O prejuízo chega ao comércio, ao transporte público, aos trabalhadores e até ao atendimento de emergência.

O caso escancara um problema maior. Teresina parece viver uma gestão onde a chuva sempre pega a Prefeitura de surpresa, mesmo sendo um fenômeno absolutamente previsível. O asfalto cede, a população reclama, a lama toma conta e o poder público permanece imóvel, como se esperasse que o próprio tempo resolvesse o problema.

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