
A nova ponte sobre o Rio Poti é aquele tipo de obra que o teresinense escuta falar há tanto tempo que já parecia lenda urbana. Agora, com o anúncio oficial da retomada, o projeto volta a respirar. E não é qualquer ponte. É uma travessia pensada para ligar de vez a zona Norte à zona Leste, como se fosse abrir uma nova artéria no corpo da cidade, aliviando um coração já cansado de tanto trânsito.
A chamada Ponte João Claudino, conhecida como ponte da UFPI, vai sair do bairro Água Mineral, na zona Norte, e desembocar ali perto do setor de esportes da Universidade Federal do Piauí, na zona Leste. Na prática, é como criar um atalho onde hoje só existe volta longa. Quem antes precisava dar um giro enorme pela cidade vai ganhar um caminho direto, mais rápido e mais lógico.
A estrutura promete ser robusta. São cerca de 240 metros de extensão sobre o rio, com seis faixas de rolamento e ainda uma ciclovia. Traduzindo, não é só para carros. É uma ponte pensada para diferentes tipos de deslocamento, como se fosse uma avenida suspensa cruzando o Poti. Além disso, terá acessos organizados, com ligação pela Avenida Arimatéia Santos, na zona Leste, e pela Avenida Duque de Caxias, na zona Norte.
O investimento gira em torno de R$ 54 milhões, vindo de recursos do FGTS com contrapartida da prefeitura. Antes, o custo era estimado em R$ 70 milhões, o que mostra que o projeto passou por ajustes, como uma obra que foi redesenhada para caber no bolso sem perder a função. E o prazo? A expectativa é de cerca de 18 meses para entrega. Se cumprir, será mais rápido do que muita gente imagina para uma obra desse porte.
O impacto na mobilidade tende a ser direto. Hoje, o trânsito entre essas regiões funciona como um funil apertado. Com a nova ponte, a ideia é abrir esse gargalo, distribuir melhor o fluxo e reduzir o tempo de deslocamento. É como tirar peso de uma única corda e dividir entre várias, evitando que tudo fique sobrecarregado.
E nesse processo, entra a articulação política. O senador Ciro Nogueira aparece como peça-chave na viabilização dos recursos, enquanto o prefeito Silvio Mendes assume a execução. É aquela combinação clássica entre quem busca o dinheiro e quem coloca a obra de pé.
No fim das contas, a ponte não é só concreto e asfalto. É ligação. É encurtar distâncias que hoje parecem maiores do que deveriam ser. Para quem mora na zona Norte, pode significar menos tempo no trânsito e mais tempo em casa. Para a cidade, é como destravar uma engrenagem que há anos gira com dificuldade.






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