
Dois homens identificados como Mikael Jackson de Sousa Rodrigues, 24 anos, e João Marcelo, 26 anos, foram executados com vários disparos de arma de fogo, na noite dessa sexta-feira (20), em um intervalo de cerca de 45 minutos, na Vila Palitolândia, na zona Sul de Teresina. Conforme o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ambos os casos possuem ligação, pois as vítimas se conheciam.
O diretor do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta, detalhou que as mortes possuem relação e tratam-se de crimes de execução, pois ambas as vítimas eram comparsas de assaltos e estavam na mesma localidade. Segundo o delegado, os bandidos mataram um dos homens e, em seguida, utilizaram a motocicleta de um deles para realizar o outro homicídio.
“O primeiro caso foi considerado latrocínio porque os suspeitos levaram a moto da vítima e usaram essa moto para matar outro indivíduo na mesma região. A gente aponta liminarmente que essas duas vítimas, cerca de três ou quatro anos atrás, se juntaram para praticar assaltos em Teresina, especificamente na zona sul. Eles foram presos na época, encaminhados para a penitenciária e, hoje, acabaram mortos. O que chama atenção é que os dois foram assassinados na mesma região e em um intervalo de tempo curto, cerca de quarenta e cinco minutos”, detalhou Barêtta.
Ainda conforme o diretor do DHPP, Mikael e João Marcelo, há cerca de três anos, utilizavam veículos de transporte por aplicativo para realizar assaltos na zona Sul da capital. Preliminarmente, um dos homicídios estava sendo considerado latrocínio, porém, com uma investigação inicial, a suspeita foi descartada.
“Esses dois indivíduos tinham ligação entre si, já que foram presos há cerca de três anos enquanto cometiam assaltos usando veículos de aplicativo para praticar os crimes. Hoje, foram mortos. A primeira vítima recebeu cerca de dez tiros", ecplicou Barêtta, acrescentando que, "é muito estranho classificar como latrocínio um crime em que uma pessoa é morta com tantos disparos. Geralmente, em situações de latrocínio, o autor dá um ou dois tiros, geralmente na cabeça ou no peito. Nesse caso, os criminosos dispararam vários tiros”.
Após os dois serem executados, equipes do 17º Batalhão da Polícia Militar foram nas localidades dos homicídios e preservaram as cenas dos crimes para que a Polícia Civil realizasse os levantamentos iniciais. O Instituto de Medicina Legal de Teresina removeu ambos os corpos, que foram liberados na madrugada deste sábado (21) para os familiares.
Investigação e Hipóteses
A polícia trabalha com a hipótese de que os assassinatos tenham ligação com disputas de território ou acerto de contas relacionados ao tráfico de drogas. Não está descartada a participação de facções criminosas nos homicídios, e a investigação buscará identificar possíveis mandantes.
Familiares das vítimas afirmam que ambos tentavam se afastar do crime, mas as execuções indicam que poderiam estar marcados como alvos em uma possível queima de arquivo. O delegado Barêtta ressaltou que o padrão dos crimes indica planejamento e execução coordenada, características típicas de ações ordenadas por organizações criminosas.
Desdobramentos
As autoridades continuam apurando os fatos e buscam identificar os executores. A população foi orientada a colaborar com informações anônimas para ajudar no andamento das investigações.
SIGILO TELEFÔNICO Celular de vereadora presa com R$ 500 mil será periciado pela Polícia Federal
ANDRÉ FERNANDES Plantação de maconha intacta após operação expõe dúvidas e cobra explicações do Governo do Ceará
ARENA DAS DUNAS Evento de Janja termina com deputada do PT ferida e expõe contradição no discurso da esquerda Mín. 21° Máx. 35°