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Economia 'CALOTE' NO SETUT

Crise na gestão Dr. Pessoa: Superintendente da Strans pede exoneração após “calote” no Setut

Edvaldo Marques deixa o cargo após quebra de acordo financeiro com empresas de transporte; gestão municipal enfrenta turbulência na reta final do mandato

20/12/2024 às 19h59
Por: Douglas Ferreira
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Edivaldo Marques diz que havia empenhado sua palavra e PMT deu 'calote' no Setut - Foto: Reprodução
Edivaldo Marques diz que havia empenhado sua palavra e PMT deu 'calote' no Setut - Foto: Reprodução

Em mais um capítulo de turbulência na gestão de Dr. Pessoa, prefeito de Teresina, o superintendente da Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), Edvaldo Marques, pediu exoneração nesta sexta-feira (20). A decisão foi motivada pelo não pagamento da quarta parcela do acordo extrajudicial firmado entre a prefeitura e o Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina), no valor de R$ 1,25 milhão.

Quebra de palavra e desgaste na reta final

No ofício encaminhado ao prefeito, Marques destacou que sua palavra havia sido empenhada para assegurar o pagamento até o dia 19 de dezembro de 2024, após acordo firmado no dia 17 do mesmo mês. Contudo, a prefeitura não cumpriu com a obrigação. "Não posso honrar a palavra assegurada, e tomei esta decisão em nome da minha história como gestor público", justificou o superintendente.

O impasse começou com o atraso na quitação da parcela, que deveria ter sido paga em agosto de 2024. Mesmo após negociações que postergaram o prazo, o pagamento não foi realizado. A situação foi agravada pela troca no comando da Secretaria de Finanças, com a saída de Danilo Bezerra e a entrada de Mônica Gardênia Galvão, no mesmo dia em que o pagamento foi autorizado.

Impactos na gestão e no transporte público

A decisão de Marques ocorre a poucos dias do término da gestão de Dr. Pessoa, cuja administração já vinha sendo alvo de críticas devido a atrasos em pagamentos e dificuldades de gestão. A situação levanta questões sobre a saúde financeira do município e sobre possíveis impactos para outros fornecedores e parceiros da prefeitura.

Com a posse do prefeito eleito Sílvio Mendes em 1º de janeiro de 2025, o transporte público voltará a ser gerido pelo ex-superintendente Carlos Daniel. Enquanto isso, a saída de Marques aprofunda a sensação de desorganização nos últimos dias da atual gestão.

Calote ou crise de caixa?

O caso expõe fragilidades no relacionamento entre a prefeitura e o setor de transporte público. A inadimplência em um momento tão crítico gera dúvidas sobre a capacidade do município de honrar outros compromissos financeiros.

Perguntas sem respostas

  • Como a gestão de Dr. Pessoa explica o descumprimento do acordo judicial?
  • Outros fornecedores e parceiros também serão impactados pelo suposto desequilíbrio financeiro?
  • A troca de comando na Secretaria de Finanças teria prejudicado o cumprimento do cronograma de pagamentos?

A exoneração de Edvaldo Marques marca um desfecho conturbado para a gestão Dr. Pessoa e deixa uma série de questões para o próximo governo responder.

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