
Em mais um capítulo de turbulência na gestão de Dr. Pessoa, prefeito de Teresina, o superintendente da Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), Edvaldo Marques, pediu exoneração nesta sexta-feira (20). A decisão foi motivada pelo não pagamento da quarta parcela do acordo extrajudicial firmado entre a prefeitura e o Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina), no valor de R$ 1,25 milhão.
No ofício encaminhado ao prefeito, Marques destacou que sua palavra havia sido empenhada para assegurar o pagamento até o dia 19 de dezembro de 2024, após acordo firmado no dia 17 do mesmo mês. Contudo, a prefeitura não cumpriu com a obrigação. "Não posso honrar a palavra assegurada, e tomei esta decisão em nome da minha história como gestor público", justificou o superintendente.
O impasse começou com o atraso na quitação da parcela, que deveria ter sido paga em agosto de 2024. Mesmo após negociações que postergaram o prazo, o pagamento não foi realizado. A situação foi agravada pela troca no comando da Secretaria de Finanças, com a saída de Danilo Bezerra e a entrada de Mônica Gardênia Galvão, no mesmo dia em que o pagamento foi autorizado.
A decisão de Marques ocorre a poucos dias do término da gestão de Dr. Pessoa, cuja administração já vinha sendo alvo de críticas devido a atrasos em pagamentos e dificuldades de gestão. A situação levanta questões sobre a saúde financeira do município e sobre possíveis impactos para outros fornecedores e parceiros da prefeitura.
Com a posse do prefeito eleito Sílvio Mendes em 1º de janeiro de 2025, o transporte público voltará a ser gerido pelo ex-superintendente Carlos Daniel. Enquanto isso, a saída de Marques aprofunda a sensação de desorganização nos últimos dias da atual gestão.
O caso expõe fragilidades no relacionamento entre a prefeitura e o setor de transporte público. A inadimplência em um momento tão crítico gera dúvidas sobre a capacidade do município de honrar outros compromissos financeiros.
A exoneração de Edvaldo Marques marca um desfecho conturbado para a gestão Dr. Pessoa e deixa uma série de questões para o próximo governo responder.
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