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Galípolo reforça independência do Banco Central e exalta Campos Neto

Futuro presidente do BC sinaliza alinhamento com política monetária e descarta interferências políticas, deixando claro que a harmonia institucional será mantida

19/12/2024 às 18h32 Atualizada em 19/12/2024 às 18h45
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações do Estadão
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Gabriel Galípolo assegura a que não haverá interferência política no BC - Foto: Reprodução
Gabriel Galípolo assegura a que não haverá interferência política no BC - Foto: Reprodução

O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deixou um recado claro durante sua última entrevista coletiva ao lado de Roberto Campos Neto: a independência da instituição será preservada, mesmo diante das pressões políticas vindas do PT e do presidente Lula. As declarações de Galípolo foram marcadas por elogios ao atual presidente do BC e pela reafirmação de seu compromisso com a estabilidade econômica.

Em tom bem-humorado, Galípolo descartou rumores sobre uma possível reunião extraordinária do Comitê de Política Monetária (Copom). “Adoraria fazer mais uma reunião de Copom com o Roberto, talvez isso me seduzisse a convocar. Mas, como disse antes, demos um passo claro e transparente para colocar a taxa de juros em um patamar restritivo”, afirmou. O comentário, embora descontraído, reforçou sua concordância com a previsão do Copom de novas altas na taxa Selic, contrariando as críticas frequentes da base governista.

O clima de descontração, cordialidade, admiração e respeito dominou a coletiva - Foto: Reprodução

Galípolo aproveitou a ocasião para elogiar Campos Neto, destacando sua generosidade no processo de transição e seu comprometimento com a economia brasileira. “Roberto, a casa é sua. Sempre estaremos de portas abertas para você. Sou muito grato por tudo que fez pela política monetária, pela instituição e por todos nós”, disse Galípolo, numa demonstração de admiração e respeito.

O novo chefe do Banco Central também destacou o caráter técnico da atuação de Campos Neto. “Sou testemunha de que o Roberto, em todas as reuniões, atuou com preocupação em relação ao País, sempre pensando no que era melhor para a economia brasileira e no fortalecimento do Banco Central”, afirmou, rebatendo as críticas recorrentes do PT e do presidente Lula sobre a condução da política monetária.

As declarações de Galípolo foram recebidas como um balde de água fria na esquerda. Ele sinalizou que, mesmo com a mudança na liderança do BC, o espaço para interferências políticas continuará fechado. A harmonia institucional foi destacada como um pilar para a manutenção da confiança do mercado e a estabilidade econômica do país.

A jornalista do Estadão Roseann Kennedy traduziu muito bem o espírito da coletiva ao dizer que, "Se a entrevista tivesse trilha sonora, seria 'Amigos para Sempre'". A cordialidade entre os dois líderes, descrita por Galípolo como “uma transição entre amigos”, reforçou a mensagem de que a continuidade da política monetária, guiada por critérios técnicos, será a prioridade na gestão do novo presidente do Banco Central.

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