
A Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCORTEC) prendeu, nesta terça-feira (17), um homem de 33 anos suspeito de aplicar um golpe milionário envolvendo criptomoedas. O suspeito, cuja identidade foi mantida em sigilo, foi detido em um condomínio de luxo na zona Leste de Teresina. Ele teria causado um prejuízo estimado em R$ 20 milhões a 92 investidores.
De acordo com as investigações, o suspeito se apresentava como especialista em mineração de criptomoedas e liderava uma empresa que prometia lucros de 8% a 10% ao mês. A operação foi bem-sucedida por dois anos, atraindo clientes por meio de uma sócia, que captava investidores entre familiares e conhecidos, como irmãos, pais e tios.
No entanto, em maio deste ano, o esquema desmoronou, os rendimentos cessaram e o suspeito fechou a empresa, desaparecendo com os valores aplicados pelas vítimas. Apesar disso, a delegada Marcela Sampaio acredita que a sócia, aparentemente, também foi enganada, já que ela confiava no sucesso do negócio.
Durante a operação, que começou em outubro, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao suspeito:
A polícia apreendeu celulares, computadores, documentos, e realizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, incluindo três carros de luxo avaliados em R$ 500 mil e imóveis estimados em R$ 1,5 milhão.
A delegada explicou que o esquema funcionava de forma organizada e gerava rendimentos consistentes no início. Contudo, ao enfrentar dificuldades, o principal suspeito desapareceu com os valores das vítimas. Embora a sócia tenha atuado na captação de clientes, as evidências iniciais indicam que ela não tinha ciência do desfecho fraudulento.
O suspeito será indiciado por:
Até o momento, 45 das 92 vítimas foram ouvidas pela polícia, mas o número pode aumentar à medida que mais pessoas se apresentem. As investigações incluem a quebra de sigilos bancários e telemáticos de todos os envolvidos, além de análises detalhadas sobre o paradeiro dos valores desviados.
A prisão do suspeito representa um avanço no combate a crimes financeiros no Estado, mas também revela os riscos associados a promessas de rendimentos rápidos e altos, especialmente no mercado de criptomoedas, ainda pouco regulado.
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