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Polícia FRAUDE FINANCEIRA

Homem é preso em condomínio de luxo em Teresina por golpe de R$ 20 milhões com criptomoedas

Esquema envolvia 92 vítimas e promete retornos exorbitantes de até 10% ao mês. Polícia investiga estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa

17/12/2024 às 18h36 Atualizada em 18/12/2024 às 09h11
Por: Douglas Ferreira
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Uma casa de Luxo no Vale do Gavião foi alvo da Polícia - Foto: Reprodução
Uma casa de Luxo no Vale do Gavião foi alvo da Polícia - Foto: Reprodução

A Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCORTEC) prendeu, nesta terça-feira (17), um homem de 33 anos suspeito de aplicar um golpe milionário envolvendo criptomoedas. O suspeito, cuja identidade foi mantida em sigilo, foi detido em um condomínio de luxo na zona Leste de Teresina. Ele teria causado um prejuízo estimado em R$ 20 milhões a 92 investidores.

Como o golpe funcionava

De acordo com as investigações, o suspeito se apresentava como especialista em mineração de criptomoedas e liderava uma empresa que prometia lucros de 8% a 10% ao mês. A operação foi bem-sucedida por dois anos, atraindo clientes por meio de uma sócia, que captava investidores entre familiares e conhecidos, como irmãos, pais e tios.

No entanto, em maio deste ano, o esquema desmoronou, os rendimentos cessaram e o suspeito fechou a empresa, desaparecendo com os valores aplicados pelas vítimas. Apesar disso, a delegada Marcela Sampaio acredita que a sócia, aparentemente, também foi enganada, já que ela confiava no sucesso do negócio.

Investigações e apreensões

Durante a operação, que começou em outubro, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao suspeito:

  • Residência de luxo: Local onde ele foi preso, no bairro Vale Quem Tem.
  • Escritório abandonado: Situado em um prédio comercial no bairro São Cristóvão.
  • Outra residência: Localizada no bairro Gurupi.
Houve a apreensão de celulares documentos e computadores - Foto: Reprodução

A polícia apreendeu celulares, computadores, documentos, e realizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, incluindo três carros de luxo avaliados em R$ 500 mil e imóveis estimados em R$ 1,5 milhão.

Motivação: má fé ou negócio mal-sucedido?

A delegada explicou que o esquema funcionava de forma organizada e gerava rendimentos consistentes no início. Contudo, ao enfrentar dificuldades, o principal suspeito desapareceu com os valores das vítimas. Embora a sócia tenha atuado na captação de clientes, as evidências iniciais indicam que ela não tinha ciência do desfecho fraudulento.

Crimes investigados

O suspeito será indiciado por:

  • Estelionato: Por induzir investidores ao erro e causar prejuízos financeiros.
  • Lavagem de dinheiro: Pelo uso de bens de alto valor para dissimular a origem ilícita dos recursos.
  • Associação criminosa: Pela formação de uma estrutura organizada para cometer os crimes.

Impacto e continuidade das investigações

Até o momento, 45 das 92 vítimas foram ouvidas pela polícia, mas o número pode aumentar à medida que mais pessoas se apresentem. As investigações incluem a quebra de sigilos bancários e telemáticos de todos os envolvidos, além de análises detalhadas sobre o paradeiro dos valores desviados.

A prisão do suspeito representa um avanço no combate a crimes financeiros no Estado, mas também revela os riscos associados a promessas de rendimentos rápidos e altos, especialmente no mercado de criptomoedas, ainda pouco regulado.

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