
A decisão monocrática do conselheiro substituto Jaylson Campelo, proferida nesta segunda-feira (16), determinou o bloqueio imediato das contas bancárias da Prefeitura de Teresina, administrada pelo prefeito Dr. Pessoa (Republicanos). A medida foi motivada pela ausência de envio da prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2024, documento obrigatório para assegurar a transparência e a regularidade na aplicação dos recursos públicos.
A decisão foi tomada após representação da Diretoria de Fiscalização de Gestão e Contas Públicas (DFCONTAS) e da Diretoria de Fiscalização de Pessoal e Previdência (DFPESSOAL), que apontaram o descumprimento de obrigações legais por parte da atual gestão. O bloqueio permanecerá vigente até que o prefeito encaminhe todos os documentos necessários e estes sejam atestados como regulares pelas diretorias competentes.
Com a medida, a Prefeitura de Teresina enfrenta um sério impasse financeiro a poucas semanas do encerramento do mandato de Dr. Pessoa, marcado para 31 de dezembro. Entre os impactos mais imediatos estão:
Segundo a decisão de Jaylson Campelo, o bloqueio foi necessário para assegurar a regularização das contas públicas e preservar a integridade do processo fiscalizatório. Ele destacou que o desbloqueio só será autorizado após confirmação do envio completo da documentação pendente ao TCE-PI.
“Caso seja constatado o saneamento do fato ensejador da presente cautelar, após devidamente atestado pela DFCONTAS e DFPESSOAL, a Presidência desta Corte será comunicada para oficiar as instituições financeiras sobre o desbloqueio, sem necessidade de manifestação prévia do Órgão Ministerial”, afirmou o conselheiro em sua decisão.
A decisão expõe um cenário de crise administrativa em um momento de transição, com a gestão atual tentando finalizar suas atividades enquanto enfrenta dificuldades financeiras e judiciais. O Tribunal de Contas aguarda a resposta da Prefeitura para que o impasse seja resolvido, mas o prazo apertado e a falta de organização podem prolongar os efeitos da medida até os primeiros dias de 2025.
Se a situação não for resolvida, a nova administração, que assumirá em janeiro, terá que lidar com os reflexos de uma gestão marcada pela falta de transparência e organização fiscal.
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