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Polícia NA CADEIA

Assassino do ex-prefeito de Altos é preso no Ceará após dois anos foragido

Raimundo Nonato Alves da Silva, condenado a quase 19 anos de prisão pelo brutal assassinato de César Leal, foi capturado em Crateús; crime teria sido encomendado pelo vice-prefeito, mas mandante foi absolvido pelo Tribunal do Júri

17/12/2024 às 06h55 Atualizada em 17/12/2024 às 11h26
Por: Douglas Ferreira
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César Leal foi brutalmente assassinado a mando do seu vice-prefeito. O crime chocou o Piauí à época - Foto: Reprodução
César Leal foi brutalmente assassinado a mando do seu vice-prefeito. O crime chocou o Piauí à época - Foto: Reprodução

Raimundo Nonato Alves da Silva, de 60 anos, foi preso no último sábado (14), em Crateús, no Ceará, por policiais locais em cooperação com agentes do Piauí. Raimundo havia sido condenado em 2019 pelo assassinato do ex-prefeito de Altos, César Augusto Leal Pinheiro, mas estava foragido desde novembro de 2021, quando a sentença foi transitada em julgado e sua prisão foi decretada. Ele foi condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão e, agora, começará a cumprir a pena.

Um crime brutal e encomendado

O assassinato de César Leal, em 1996, chocou o Piauí e é lembrado como um dos casos mais impactantes da história do estado. O então prefeito de Altos foi morto dentro de sua própria casa, na frente da família, com cinco tiros na cabeça. Segundo o Ministério Público, Raimundo Nonato foi contratado para cometer o crime por R$ 50 mil.

O caso foi investigado pelo 14º Distrito Policial, que apontou como mandante o vice-prefeito de César, Antônio Orlando da Silva. O suposto motivo seria um desentendimento político e uma disputa pelo comando do município.

Por que o vice-prefeito foi absolvido?

Apesar das acusações e de um longo processo judicial, Antônio Orlando foi absolvido em 2016 pelo Tribunal do Júri. Os jurados reconheceram sua ligação com o crime, mas votaram pela absolvição. O resultado gerou indignação em Altos, especialmente entre familiares da vítima, que consideraram a decisão injusta.

O assassino vivia como segurança em Crateús

Raimundo Nonato conseguiu escapar da prisão por dois anos e vivia em Crateús, onde trabalhava como segurança privada. Sua captura só foi possível após um trabalho conjunto entre as polícias do Ceará e do Piauí.

Agora, Raimundo será transferido para o sistema prisional do Piauí, onde cumprirá sua pena. O caso, embora tenha tido desdobramentos ao longo de décadas, ainda levanta questionamentos sobre a impunidade no Brasil e os desafios do sistema de Justiça em punir todos os envolvidos em crimes de tamanha gravidade.

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