
Maria Mikaely, integrante de uma facção criminosa, foi presa na tarde desta quinta-feira (12) sob a acusação de participação no brutal assassinato das irmãs Joicinéia Dias da Silva, de 23 anos, e Francinete Pereira da Silva Neta, de 24 anos. Os corpos das jovens foram encontrados no dia 16 de novembro, enterrados em uma cova rasa na região da Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina.
De acordo com o tenente-coronel Alves, do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), Mikaely tinha um mandado de prisão em aberto e foi localizada após trabalho de inteligência das forças policiais. “Obtivemos informações que confirmaram a participação dela no espancamento e morte das jovens. Ela foi localizada durante uma operação montada para cumprir o mandado de prisão”, explicou o oficial.
Maria Mikaely desempenhava o papel de "juíza" e "disciplinadora" da facção criminosa, com foco especial no controle das mulheres ligadas ao grupo. Segundo as investigações, ela teria participado diretamente da tortura das irmãs, aplicando castigos físicos que culminaram no assassinato.
“Ela estava diretamente envolvida no espancamento das jovens, atuando como a disciplinadora do caso. Isso reforça o papel dela dentro da facção como responsável por impor a ordem e liderar punições", afirmou o tenente-coronel Alves.
Joicinéia e Francinete foram sequestradas, torturadas e executadas após se envolverem com membros de uma facção rival àquela a qual seus companheiros presos pertenciam. Uma menina de apenas quatro anos, filha de uma das vítimas, presenciou parte da violência. A criança foi abandonada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e revelou que sua mãe havia sido espancada, baleada e teve os cabelos raspados antes de ser assassinada.
Os corpos das irmãs, que estavam desaparecidas havia 48 horas, foram encontrados em uma cova rasa no residencial Edgar Gayoso.
O avô de Joicinéia e Francinete lamentou profundamente a perda das netas em entrevista exclusiva à TV Lupa1. Segundo ele, a família sempre alertou as jovens sobre os perigos do envolvimento com facções criminosas.
“Não foi falta de conselho. Elas não precisavam disso porque nós, como família, podíamos ajudá-las. Mas, infelizmente, elas seguiram esse caminho e olha o que aconteceu. Agora só nos resta fazer o velório”, desabafou.
O crime chamou atenção não apenas pela brutalidade, mas também pela atuação de Maria Mikaely como líder de uma estrutura organizada de violência dentro da facção criminosa. A polícia continua investigando o caso para identificar outros envolvidos e esclarecer o comando por trás do duplo homicídio.
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