
Na manhã desta quarta-feira (04), o Colégio CPI, localizado no Centro de Teresina, foi cenário de um incidente envolvendo disparo de arma de fogo que deixou um aluno de 16 anos ferido. O jovem foi atingido na cabeça por um tiro disparado por sua namorada, uma estudante de 17 anos, que não aceitava o término do relacionamento. A vítima foi prontamente socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde segue em observação.
O disparo ocorreu nas proximidades de um banheiro da escola. Após o ocorrido, a jovem entregou a arma a uma funcionária e deixou a escola, indo até uma farmácia nas imediações, onde confessou o ato e pediu para que chamassem a polícia. A estudante foi apreendida e está sendo ouvida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. A Polícia Militar e a Força Tática foram acionadas imediatamente, e a investigação já está em andamento sob a supervisão da Polícia Civil.
O Colégio CPI se pronunciou oficialmente, lamentando profundamente o ocorrido e afirmando que prestou socorro imediato à vítima. Em nota, a direção informou que a escola está colaborando com as autoridades para apurar as circunstâncias do caso e reforçou o compromisso em garantir um ambiente seguro para todos. “Estamos intensificando nossas ações internas para garantir que nosso ambiente seja ainda mais seguro e acolhedor para todos”, destacou a nota, que também informou a suspensão das atividades escolares e festivas no dia de hoje.
Segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Especiais (DEOP), o motivo do disparo pode estar relacionado ao fim do relacionamento entre a estudante e a vítima, algo que a jovem não aceitava. “Há informações preliminares de desavenças entre eles que poderiam ter levado a essa ocorrência”, explicou o delegado, que também revelou que foi encontrada uma faca do tipo peixeira na mochila da aluna.
A arma utilizada no disparo era uma pistola de calibre nove milímetros, que pertence ao pai da estudante, o sargento da Polícia Militar, Leonardo Lopes. Em entrevista à imprensa, o PM expressou arrependimento pela ação da filha, afirmando que nunca a ensinou a manusear armas de fogo. A pistola foi apreendida pela polícia e está sendo analisada, enquanto a versão da jovem está sendo confrontada com as imagens do circuito interno de segurança da escola.
Áudios que circulam nas redes sociais apontam a dinâmica do ocorrido:
O clima na escola estava tenso após o incidente, com muitos alunos visivelmente abalados. A comunidade escolar está em espera de mais informações enquanto as autoridades continuam investigando os detalhes do caso. As imagens de segurança da área onde o disparo ocorreu, juntamente com os depoimentos dos envolvidos, devem fornecer mais elementos para esclarecer o que levou ao disparo.
Confira nota oficial do Colégio CPI:
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