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Economia PRÓS E CONTRAS

Pacotaço do Corte de Gastos: Saiba quem ganha e quem perde com as medidas anunciadas

Governo busca equilíbrio fiscal, mas medidas geram reações diversas no mercado e na sociedade

30/11/2024 às 12h07
Por: Douglas Ferreira
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Ministro Fernando Haddad tem tentado convencer políticos e a sociedade, mas medidas se mostram insuficientes e podem gerar mais inflação - Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil
Ministro Fernando Haddad tem tentado convencer políticos e a sociedade, mas medidas se mostram insuficientes e podem gerar mais inflação - Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil

O pacote de corte de gastos anunciado pelo governo Lula trouxe à tona disputas políticas, ajustes econômicos e impactos variados para diferentes setores. Embora o objetivo central seja alcançar a meta fiscal, analistas e agentes do mercado consideram as medidas insuficientes, e a frustração já se reflete na alta do dólar, que fechou a semana a R$ 6.

Quem ganha com o pacotaço?

  • Áreas sociais preservadas: Pastas como saúde, educação e previdência conseguiram evitar cortes mais agressivos. Na saúde, 50% das emendas parlamentares serão destinadas ao setor, garantindo recursos essenciais. A educação também foi menos afetada, com o uso limitado de recursos do Fundeb.
  • Ministro do Trabalho, Luiz Marinho: Após ameaçar deixar o cargo, conseguiu evitar mudanças no seguro-desemprego, mantendo o benefício praticamente intocado.
  • Beneficiários do BPC e aposentados: Tentativas de desvincular esses benefícios do salário mínimo foram rejeitadas, garantindo a continuidade de sua vinculação ao piso nacional.

Quem perde com o pacote?

  • Militares: Medidas como a extinção da "morte fictícia" e a definição de idade mínima progressiva para aposentadoria militar foram incluídas de última hora, gerando descontentamento.
  • Simone Tebet e equipe do Planejamento: Propostas mais ousadas, como mudanças no Benefício de Prestação Continuada e desvinculação do salário mínimo, foram descartadas, enfraquecendo a posição da ministra.

Consequências para o mercado e a sociedade

A limitação do crescimento do salário mínimo e as mudanças tributárias, como o aumento de impostos para os super-ricos, dividem opiniões. Por um lado, as medidas buscam equilibrar as contas públicas, mas, por outro, geram impactos diretos na renda da população e no consumo.

Quando as medidas entram em vigor?

As propostas serão analisadas pelo Congresso Nacional em diferentes formatos, como PECs e projetos de lei, com tramitação prevista até dezembro de 2024. O governo espera que as medidas comecem a produzir efeitos já em 2025, contribuindo para uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos.

Embora o pacote seja visto como necessário, o desafio do governo será garantir sua aprovação sem alterações significativas, preservando seu impacto fiscal e navegando pelas pressões políticas e sociais.

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