
O recente pacote de ajuste fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reacendeu as preocupações do mercado financeiro sobre a sustentabilidade da política econômica do Brasil. A avaliação predominante é que as medidas, consideradas insuficientes, podem levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual na próxima reunião, marcada para 11 de dezembro.
Caso a Selic suba em 0,75 ponto percentual, chegando a 13,25% ao ano, os efeitos na economia podem incluir:
Especialistas destacam que o anúncio do corte fiscal, apesar de ser um passo positivo, não trouxe a confiança esperada. “Ter algo é melhor do que nada, mas as expectativas ficaram abaixo do necessário para o equilíbrio fiscal”, afirmou Gabriel Rech, da Macro Assessoria de Investimentos.
O economista-chefe da G5 Partners, Luís Otávio de Souza Leal, compartilha da mesma visão de que "a reação negativa do mercado ao pacote fiscal deixa claro que uma elevação mais acelerada da Selic, de 0,5 para 0,75 ponto percentual, é o mínimo que se pode esperar na próxima reunião do Copom". Leal já incluiu em suas projeções um aumento de 0,75 ponto na Selic para o dia 11 de dezembro.
O próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, evitou comentar diretamente o pacote fiscal, mas reconheceu que os indicadores apontam para a necessidade de juros elevados. Isso reforça a expectativa de uma postura mais contracionista do Copom nas próximas decisões.
Conclusão
O anúncio do pacote fiscal expôs as fragilidades do governo na condução da política econômica. O provável aumento da Selic para conter os efeitos dessa incerteza pode trazer consequências severas para a economia real, reforçando a urgência de um plano fiscal mais robusto e detalhado.
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