
O setor de produtos de limpeza no Brasil está vivendo uma transformação, com os consumidores preferindo cada vez mais marcas oficiais em vez de produtos piratas. Esse comportamento tem impulsionado o crescimento do setor, que registrou um recorde de produção em 2024. A isonomia fiscal prevista na reforma tributária, que está em tramitação no Senado, é vista como um fator que beneficiará tanto consumidores quanto a indústria. De acordo com Paulo Engler, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes (Abipla), a reforma promete promover justiça fiscal e aumentar a arrecadação de impostos para a União, estados e municípios.
Engler, especialista em tributos, ressalta que a reforma tributária eliminará incentivos fiscais que atualmente permitem que grandes empresas evitem o pagamento de impostos. A proposta do “split payment” estabelecerá que o pagamento de tributos ocorra no consumo, desde que as etapas anteriores já tenham sido devidamente tributadas. Para o especialista, se a reforma for bem-sucedida, ela será um marco para o Brasil e sua economia.
O setor de produtos de limpeza, que passou por uma queda de 5,7% em 2022, tem mostrado sinais de recuperação. Em 2023, houve uma expansão de 5,6%, e até o terceiro trimestre de 2024, o crescimento acumulado foi de 11%. A substituição de produtos informais, não regulamentados pela Anvisa, por produtos formais, aprovados pelos órgãos de fiscalização e vendidos em grandes redes de varejo, tem sido um dos principais fatores para esse avanço.
Consumidores, que são responsáveis pela limpeza de residências, escritórios e fábricas, têm percebido que os produtos formais oferecem maior eficácia na limpeza, higienização e desinfecção, o que tem impulsionado as vendas no setor. Com a recuperação do mercado e o fortalecimento da confiança nos produtos oficiais, a indústria de limpeza brasileira segue em expansão, consolidando um novo cenário de consumo e produção.
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