
O Real Digital, ou Drex, é a moeda digital brasileira que está em desenvolvimento pelo Banco Central desde agosto de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. Como versão digital do real, a moeda terá o mesmo valor e garantias de segurança do dinheiro tradicional, conforme informações do Banco Central. A principal diferença está na sua emissão centralizada pela autoridade monetária.
Alguns representantes da direita têm expressado preocupação sobre o Drex, apontando riscos de “vigilância estatal” e “controle social”. Questões como a extinção do papel-moeda, segurança cibernética e a exclusão de pessoas com pouco acesso à internet também estão entre as críticas. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC), por exemplo, afirma que o Drex representa “controle social” e que sua centralização possibilitaria restrições ao cidadão brasileiro.
Em resposta a essa preocupação, Zanatta propôs o Projeto de Lei 3341/2024, que busca impedir a extinção do papel-moeda em favor de uma moeda digital. Ela também trabalha na elaboração de uma emenda constitucional que exigiria maioria qualificada no Congresso para implementar o Drex ou extinguir o dinheiro em papel, garantindo um debate mais amplo sobre o tema.
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) também fez críticas em coluna recente. Ele argumentou que o Drex poderia dar ao governo controle total sobre transações financeiras, funcionando como um “bitcoin oficial do Estado”. O parlamentar expressou preocupação com o potencial de rastreamento das atividades econômicas dos cidadãos, alertando para possíveis implicações de controle social.
Nem todas as análises sobre o Drex são negativas. Fernando Chertman, professor de Macroeconomia, considera que a moeda digital pode melhorar a eficiência financeira e criar novas ferramentas para o Banco Central, desde que seja implementada com transparência, segurança e respeito à privacidade.
O Banco Central não respondeu a questionamentos sobre as principais críticas, mas afirma que o Drex está sendo desenvolvido em conformidade com as leis brasileiras de sigilo bancário e proteção de dados. O objetivo é garantir operações seguras e transparentes.
Além disso, especialistas apontam que o Drex terá diferenças importantes em relação a moedas digitais descentralizadas como o Bitcoin. Por ser controlado por uma autoridade central, ele oferece benefícios e desafios, como controle centralizado, segurança cibernética e inclusão financeira. Isso requer atenção especial para evitar riscos e garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma justa.
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