
A indústria do Ceará está celebrando um desempenho impressionante em 2024. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Produção Física de Transformação Industrial (PIM) do estado teve um crescimento de 7,1% em setembro, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Esse resultado é especialmente notável considerando o desempenho da indústria nacional, que registrou um crescimento bem abaixo, de apenas 3,3%. Com isso, o Ceará ocupa a terceira posição entre os estados com maior crescimento na produção industrial este ano.
No acumulado de 2024, o estado também se destaca com um incremento de 8,7%, superando a média nacional. Além disso, no terceiro trimestre do ano (julho-setembro), o Ceará apresentou o maior crescimento da produção industrial entre todos os estados, com uma taxa superior à expansão nacional de 4,5% no período. Esse desempenho consolidou o estado como um dos grandes protagonistas do setor no Brasil.
O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, comemora esses resultados e aponta que o crescimento da indústria cearense é impulsionado pela modernização das fábricas e pela inovação tecnológica. Ele destaca ainda que a qualidade dos produtos cearenses tem garantido à indústria local uma expansão constante nos mercados, com setores como o de massas e biscoitos, siderurgia, têxtil e confecções mostrando grande evolução.
O levantamento do IBGE revela que, desde setembro de 2023, o Ceará tem apresentado uma recuperação significativa na produção industrial, o que também reflete o aquecimento do mercado de trabalho e a expansão do crédito no estado. Esse crescimento é evidenciado pela variação positiva de 7,3% no acumulado dos últimos 12 meses, o maior desde o período pós-pandemia, em 2021.
Entre os setores mais destacados, os Produtos de Metal lideraram o crescimento com uma alta de 30,7%, seguidos pela moda, com aumentos significativos no Têxtil (25,4%), Couro e Calçados (25,2%) e Confecção (24,9%). Em setembro, o setor têxtil foi o grande destaque, com um crescimento de 54,9%, especialmente na produção de fios e tecidos de algodão e malha sintética. No entanto, o documento do IBGE também prevê uma desaceleração no ritmo de crescimento da indústria em outubro, devido ao aumento da taxa de juros, que pode afetar o ambiente de negócios.
E O PIAUÍ?
Embora a receita líquida da indústria piauiense tenha crescido 30% de 2021 para 2022, alcançando R$ 12,06 bilhões, o setor continua a encolher em termos de empregos, com uma redução de 4.541 postos de trabalho entre 2013 e 2022. O declínio foi mais acentuado na indústria de confecções e na fabricação de produtos de minerais não-metálicos, enquanto a produção de alimentos registrou algum crescimento, representando 45,87% da receita total do setor em 2022. Apesar de ganhos pontuais, o Piauí ainda ocupa a última posição na participação industrial do Nordeste.

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