
A Casa da Moeda contratou, sem licitação, a empresa Marsam Refinadora de Metais, que é gerida por Sarah Westphal, filha do empresário Dirceu Santros Frederico Sobrinho, 58 anos, o “Rei do Ouro”. Sobrinho, com histórico policial e prisão pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro e garimpo ilegal em terras indígenas, é figura polêmica e influente, sobretudo devido à sua atuação junto ao governo anterior.
O contrato com a Marsam, no valor de R$ 683 mil e com duração de um ano, foi estabelecido para o refino de prata, destinada à fabricação de moedas comemorativas e medalhas especiais. Em nota, a Casa da Moeda justificou a contratação direta, alegando que uma licitação anterior fracassou, e que todos os preceitos legais foram observados. Acrescentou que a prata é de propriedade própria, afastando-se de quaisquer implicações sobre a origem dos metais.
A Marsam, empresa que perdeu o selo de qualidade internacional e um contrato com a Apple devido a seu vínculo com ouro de origem controversa, tem um histórico que questiona os critérios de contratação pública. Com a ausência de resposta da empresa sobre o caso, permanece a dúvida sobre a preferência pela Marsam, dado o vasto mercado de fornecedores idôneos.
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