
O Banco Central (BC) do Brasil implementou novas regras para o Pix, sistema de pagamento instantâneo, que entram em vigor nesta sexta-feira (1º de novembro). As mudanças têm como foco principal o reforço da segurança, combatendo fraudes e oferecendo novas facilidades para os usuários.
Com o crescimento expressivo das transações via Pix desde seu lançamento em 2020, o BC identificou a necessidade de aprimorar a segurança. Muitas fraudes são executadas em novos dispositivos por meio de métodos como roubo de credenciais e engenharia social, em que os fraudadores se aproveitam da falta de conhecimento do usuário. Dessa forma, a nova medida visa a proteger as transações ao estabelecer limites em novos dispositivos e oferecer soluções adicionais de monitoramento para instituições financeiras.
1. Limites para transações em novos dispositivos
A partir de agora, transferências feitas de dispositivos não cadastrados em bancos terão um limite de até R$ 200 por transação e um limite diário de R$ 1.000. Para transferir valores maiores, será necessário cadastrar o dispositivo junto à instituição financeira, medida que oferece maior segurança para usuários que usam o Pix em celulares ou computadores novos ou desconhecidos.
2. Monitoramento e gerenciamento de risco pelas instituições
O BC determinou que os bancos implementem soluções de risco que monitorem transações atípicas e detectem atividades fora do perfil usual dos clientes. As instituições financeiras também deverão divulgar informações sobre cuidados e práticas de segurança contra fraudes aos usuários, além de verificar a cada seis meses se há registros de fraudes associados ao cliente.
3. Pix por Aproximação
A partir da próxima semana, os usuários poderão realizar transações pelo Pix por aproximação, usando carteiras digitais, como a Google Wallet. Essa função dispensa o uso do aplicativo do banco, permitindo pagamentos instantâneos com apenas um toque, o que agiliza a experiência de compra e o uso do Pix.
4. Pix Agendado Recorrente
Essa funcionalidade, obrigatória para todas as instituições financeiras a partir de 28 de outubro, permite que o usuário programe pagamentos recorrentes diretamente no Pix. Isso inclui transferências periódicas como assinaturas, mensalidades e pagamentos de serviços, facilitando a rotina financeira dos usuários.
As novas regras e funcionalidades fortalecem a confiabilidade do Pix, assegurando aos usuários que suas transações estão protegidas contra possíveis fraudes. A introdução do Pix por aproximação e do Pix Agendado Recorrente traz praticidade, permitindo que os usuários façam pagamentos de forma rápida e programada.
Com essas mudanças, o Banco Central almeja não só reduzir incidentes de fraude, mas também consolidar o Pix como uma ferramenta ainda mais segura e integrada às práticas de pagamento modernas. O Pix continua a evoluir, tornando-se um sistema cada vez mais robusto e acessível para consumidores e empresas em todo o Brasil.
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