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Agro CRÉDITO DE CARBONO

Médico do Pará vira produtor e fecha negócio milionário com BTG Pactual

O médico, nascido em Parauapebas, no Sudeste do Pará, decidiu sair da medicina e apostar em mercado emergente na Amazônia: o reflorestamento

06/08/2024 às 09h52 Atualizada em 06/08/2024 às 10h13
Por: Douglas Ferreira Fonte: ZEDUDU.COM.BR
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A cultura do cacal se expandiu no Pará - Foto: Reprodução
A cultura do cacal se expandiu no Pará - Foto: Reprodução

Quem disse que um médico não pode ‘operar’ bons negócios? Prova disso é Eduardo Martins, um pediatra de Parauapebas, que revelou seu lado empreendedor ao investir no agronegócio. Sua visão promissora atraiu investidores e culminou em um negócio milionário com o grupo BTG Pactual. O que chamou a atenção dos investidores? Quais são as vantagens para o empreendedor paraense? Isso pode abrir portas para outros empreendedores da região? Entenda:

Médico de Parauapebas fecha negócio milionário no setor agroflorestal com o BTG

A Systemica, subsidiária do maior banco de investimentos da América Latina, firmou um acordo com Eduardo Martins, focado em negócios de crédito de carbono.

O médico, nascido e criado em Parauapebas, no Sudeste do Pará, decidiu sair da medicina para apostar em um mercado emergente na Amazônia: o reflorestamento. Com raízes na agricultura familiar, Eduardo fundou a Remata, uma empresa dedicada ao restauro de florestas com foco na cultura do cacau. A iniciativa rapidamente se destacou, atraindo a atenção da Systemica, um braço do BTG Pactual que atua em projetos de crédito de carbono.

A transação, que resultou na aquisição da empresa por um valor não divulgado, marcou o início de uma nova fase para Eduardo e sua empresa, agora rebatizada como Arapuá. O médico continuará na operação, utilizando seu conhecimento local para facilitar a interação entre os investidores e os produtores rurais da região.

“Quando se fala de projetos de restauro e de crédito de carbono, é tudo muito novo para as pessoas daqui. Eu também sou produtor, então traz essa confiança ter alguém daqui que conhece”, destaca Eduardo, que agora terá a tarefa de traduzir a complexa linguagem do mercado financeiro para as comunidades locais.

Com essa aquisição, a Systemica planeja originar 1,5 mil hectares de projetos até o final do ano, com a meta de atingir 40 mil hectares reflorestados até 2030. No Pará, o foco será nas culturas do açaí e do cacau.

Embora Eduardo Martins tenha deixado a medicina como atividade principal, ele aplica lições da profissão em seu novo empreendimento. “Assim como na medicina trabalhamos para que uma criança vire um adulto saudável, aqui queremos que as mudas virem plantas saudáveis,” reflete.

Este movimento de Eduardo não só coloca Parauapebas no mapa dos grandes negócios do Agro, mas também abre um caminho promissor para outros empreendedores da região, mostrando que, com visão e coragem, é possível transformar desafios em oportunidades de sucesso.

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