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Cresce o número de pessoas que moram sozinhas no Brasil, aponta censo 2022

Percentual de lares unipessoais subiu de 12% em 2010 para 19% em 2022, refletindo mudanças sociais e demográficas no país

27/10/2024 às 08h31 Atualizada em 28/10/2024 às 10h20
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O número de pessoas que moram sozinhas no Brasil teve um aumento significativo, conforme os dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 25 de outubro. Em 2010, 12% dos lares brasileiros eram ocupados por apenas uma pessoa. Essa proporção saltou para 19% em 2022, representando aproximadamente 13,7 milhões de domicílios. Em outras palavras, um em cada cinco lares tem apenas um habitante.

A pesquisa também revelou que a maioria das pessoas que vivem sozinhas está na faixa etária de 60 anos ou mais, com 28,7% dessa população vivendo em lares unipessoais. Em contraste, apenas 7,6% dos lares com jovens até 17 anos são ocupados por uma única pessoa. Esses dados mostram uma clara correlação entre a idade e a probabilidade de viver sozinho.

As variações regionais também são notáveis. Os estados com as maiores proporções de lares unipessoais são Rio de Janeiro (23,4%) e Rio Grande do Sul (22,3%), que têm populações mais envelhecidas. Por outro lado, Amapá (12%) e Amazonas (13%), com populações mais jovens, apresentaram os menores índices de residências unipessoais. Além disso, entre os lares dirigidos por mulheres, a taxa de unidades unipessoais foi de 19,1%, ligeiramente superior aos lares com homens responsáveis, que marcaram 18,8%.

O aumento do número de pessoas morando sozinhas pode ser atribuído a dois fatores principais: o envelhecimento da população e mudanças nas dinâmicas sociais. Cada vez mais, os jovens optam por adiar o casamento ou não se casar, além de decidirem não ter filhos. Essas transformações refletem uma mudança nos valores e nas estruturas familiares no Brasil.

Por fim, o Censo 2022 classificou os lares brasileiros em quatro tipos: nuclear, unipessoal, composta e estendida. A configuração familiar nuclear continua a ser a mais comum, representando 64,1% dos lares. As residências unipessoais somam 18,9%, seguidas pelas estendidas (15,4%) e compostas (1,5%). Além disso, a média de moradores por residência caiu para 2,8 pessoas, menor do que nos recenseamentos anteriores, onde eram 3,3 em 2010 e 3,7 em 2000.

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