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Alerta ao consumidor: Marcas de azeite adulteradas oferecem risco à saúde humana

Ministério da Agricultura suspende 12 marcas de azeite fraudadas; entenda os riscos e como evitar

25/10/2024 às 17h08 Atualizada em 25/10/2024 às 17h21
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Oeste
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O que não falta no mercado é marca de azeite extravirgem testada e aprovada - Foto: Reprodução
O que não falta no mercado é marca de azeite extravirgem testada e aprovada - Foto: Reprodução

Atenção redobrada ao escolher o azeite de oliva que vai levar para casa! Recentemente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu 12 marcas de azeite por adulteração, expondo os consumidores a sérios riscos à saúde. A fraude envolve a adição de óleos vegetais de origem desconhecida, comprometendo a qualidade do produto e levantando preocupações sobre sua segurança para consumo.

Riscos à saúde e fraudes reveladas

Os testes realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária detectaram a presença de outros óleos vegetais nas composições dos azeites, contrariando as normas de qualidade exigidas. O consumo desses produtos pode trazer riscos significativos à saúde, uma vez que a origem dos óleos utilizados é desconhecida e não foi autorizada para comercialização. Embora ainda não tenha sido relatado um caso específico de contaminação, os azeites adulterados representam uma ameaça à integridade do consumidor.

Marcas envolvidas e suspensão de CNPJs

Entre as marcas suspensas, estão nomes como Grego Santorini, Alonso e Vila Real. Em muitos casos, as empresas responsáveis por esses produtos já estão com seus CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, o que reforça ainda mais as suspeitas de fraude. O Mapa já havia desclassificado outras 11 marcas no início do mês de outubro, incluindo Málaga e Cordilheira, por motivos semelhantes.

Impactos para o consumidor e multas

Além do impacto na saúde, os consumidores que adquiriram essas marcas devem interromper imediatamente o uso e buscar a substituição. Supermercados que continuarem a vender produtos desclassificados podem ser multados em valores que podem exceder R$ 500 mil, segundo as normas do Decreto nº 6.268 de 2007.

Como proteger-se de azeites fraudados?

O azeite é o segundo produto mais fraudado do mundo, atrás apenas dos pescados, o que reforça a necessidade de atenção na hora da compra. Para evitar a compra de azeites adulterados, o Mapa recomenda ao consumidor:

  • Desconfiar de preços muito baixos: ofertas muito atraentes podem esconder fraudes;
  • Verificar se a empresa está registrada no Mapa: uma busca rápida pode evitar problemas;
  • Consultar a lista de produtos irregulares já apreendidos: o Mapa publica essas informações regularmente;
  • Evitar azeite a granel: opte por produtos selados e certificados;
  • Checar a data de validade e envase: produtos mais recentes têm maior chance de ser autênticos.

Confira as 12 marcas desclassificadas por fraudar seus produtos:

  1. Grego Santorini;
  2. La Ventosa;
  3. Alonso;
  4. Quintas D’Oliveira;
  5. Olivas Del Tango;
  6. Vila Real;
  7. Quinta de Aveiro;
  8. Vincenzo;
  9. Don Alejandro;
  10. Almazara;
  11. Escarpas das Oliveiras; e
  12. Garcia Torres.

A fraude em produtos alimentares é uma ameaça silenciosa, e cabe ao consumidor estar sempre alerta. Na dúvida, prefira marcas confiáveis e siga as recomendações das autoridades para garantir a segurança da sua saúde e de sua família.

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