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Comportamento GERAÇÃO Z

Três Motivos que explicam por que a Geração Z é demitida das empresas

Estudo revela que 60% das empresas desligaram jovens da Geração Z em 2024. Entenda os fatores por trás dessas demissões e como a geração mais nova se relaciona com o mercado de trabalho

24/10/2024 às 09h22 Atualizada em 24/10/2024 às 09h46
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Forbes
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Os Centennials formam a geração nascida entre os anos de 1990 e 2010 - Foto: Reprodução
Os Centennials formam a geração nascida entre os anos de 1990 e 2010 - Foto: Reprodução

A Geração Z, também conhecida como - "Gen Z" ou "Zoomers" e, ainda, Centennials - composta por jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010, começou a ingressar no mercado de trabalho em um período marcado por grandes desafios, como a pandemia. No entanto, segundo uma pesquisa da Resume Genius, seis em cada dez empregadores relataram a demissão de funcionários dessa geração desde o início deste ano.

Mas por que tantos jovens têm dificuldade em manter seus empregos? Embora seja fácil culpar a suposta imaturidade ou falta de dedicação, o cenário é mais complexo. Abaixo, conheça três razões que ajudam a explicar por que a Geração Z tem sido alvo frequente de desligamentos:

1. Falta de motivação — e a culpa não é só deles
Muitos empregadores percebem uma aparente falta de motivação nos jovens da Geração Z, mas isso pode estar relacionado ao contexto em que cresceram. Eles testemunharam a insegurança do mercado de trabalho em crises recentes, o que pode ter gerado ceticismo em relação ao valor do esforço contínuo. De acordo com um estudo da Deloitte, esses jovens valorizam empresas que cuidam de seus funcionários, mas a instabilidade que enfrentaram pode levá-los a uma atitude de autopreservação, refletida como “desmotivação”.

2. Dificuldade de comunicação no ambiente de trabalho
A Geração Z cresceu imersa na tecnologia, mas essa familiaridade com a comunicação digital nem sempre se traduz em boas habilidades interpessoais no ambiente de trabalho. Durante a pandemia, muitos começaram suas carreiras em modelos remotos, o que limitou o desenvolvimento de habilidades de comunicação presencial e formal. Isso pode gerar mal-entendidos e dar a impressão de que esses profissionais estão desengajados, quando, na verdade, estão apenas utilizando formas diferentes de comunicação.

3. Valorização da vida além do trabalho
Um dos aspectos mais marcantes da Geração Z é a importância que dão ao equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. Eles rejeitam a cultura de trabalho excessivo, comum em gerações anteriores, e priorizam a saúde mental e o bem-estar. Para essa geração, trabalhar até tarde e estar disponível o tempo todo não é sinal de sucesso, mas de desequilíbrio, o que pode chocar empregadores que esperam uma dedicação constante.

Esses fatores mostram que os desafios enfrentados pela Geração Z no mercado de trabalho não são simplesmente resultado de preguiça ou falta de preparo, mas refletem uma desconexão entre suas expectativas e a estrutura tradicional de muitas empresas.

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