
A mais recente vítima do cancelamento midiático no Brasil é Jojo Todynho, uma mulher negra, de origem humilde, que alcançou o sucesso através de muito trabalho e autenticidade. Jojo, conhecida por sua personalidade forte e por não temer expressar suas opiniões políticas, está sendo implacavelmente atacada nas redes e agora também no mundo corporativo. O caso mais recente envolve seu afastamento do desfile da Meninos Rei na São Paulo Fashion Week e o cancelamento de seu contrato com a Avon.
É no mínimo irônico que marcas, supostamente defensoras da diversidade e da inclusão, escolham romper laços com uma artista justamente por ela divergir do padrão político esperado. Jojo declarou abertamente sua simpatia pela direita e posou ao lado de Michelle Bolsonaro, o que parece ter sido a gota d'água para algumas dessas empresas que, em busca de aceitação nas bolhas progressistas, adotam posturas altamente contraditórias. Alías, essa atitude pode ser um tiro no pé.
Esse fenômeno de 'justiçamento' público demonstra o quanto algumas marcas se tornaram reféns de uma política identitária seletiva. A democracia não deveria aceitar apenas um espectro ideológico. No entanto, Jojo parece estar pagando o preço por ousar pensar' fora da caixa'. Ao excluí-la do desfile e rescindir contratos, empresas como a Avon e Meninos Rei sugerem que só há lugar para quem segue o padrão 'politicamente correto' ditado por certos grupos sociais e pela mídia hegemônica.
A hipocrisia está escancarada: marcas que se apresentam como campeãs da diversidade e inclusão parecem não aceitar a diversidade de pensamento. Qual é o verdadeiro compromisso dessas empresas? Se a política faz parte de suas diretrizes, por que não deixam isso claro para o consumidor? O cancelamento de Jojo Todynho revela que, no fundo, essas corporações buscam capitalizar em cima de pautas sociais, enquanto se distanciam de figuras que não se encaixam no molde “ideal” de comportamento e opinião.
Jojo Todynho: A voz que desafia a bolha e paga o preço do cancelamento
Jojo Todynho, diferente de muitos artistas que se beneficiam da Lei Rouanet ou se envolvem em campanhas meramente ideológicas, como o tradicional "Salvem a Amazônia", joga em outro time: o da coerência e da honestidade intelectual. Ela é uma figura pública que se destaca justamente por fugir dos padrões da bolha progressista que domina parte da indústria cultural e da mídia. Talvez, por essa autenticidade, Jojo esteja pagando o preço mais alto – o de ser cancelada por pensar e se posicionar de forma independente.
Este é um alerta para todos. Empresas que embarcam na perigosa corrente do cancelamento podem acabar enfrentando um boicote reverso, sendo rejeitadas por consumidores que percebem a falta de coerência e respeito pela pluralidade de pensamentos. Afinal, a liberdade de expressão deve ser um valor inegociável em uma democracia de verdade.
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