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Economia Orçamento

Dívida pública alcança 82,9% do PIB e soma R$ 11,1 trilhões

Segundo dados do Banco Central, o déficit primário foi de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto despesas com juros somaram R$ 107,5 bilhões no mês

31/10/2026 às 09h51
Por: ARTHUR DE SOUSA AMORIM Fonte: Brasil 61
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Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

De acordo com o dados divulgados pelo Banco Central (BC) nessa quinta-feira, 29 de outubro, no relatório de Estatísticas Fiscais, o setor público brasileiro consolidado — que reúne União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 5,5 milhões em setembro. Durante o mesmo período de tempo, a dívida bruta do país permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), valor equivalente a R$ 11,1 trilhões.

O déficit primário corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público, sem incluir os gastos com juros da dívida. Em setembro, o resultado foi influenciado pelo desempenho de diferentes níveis de governo e das empresas estatais.

O índice evidencia a queda da dívida pública em relação ao meses anteriores. Em setembro de 2025, o montante era registrado em R$ 17,5 milhões, em agosto deste ano, o valor marcava R$ 10 milhões.  

Apesar da melhora na contabilidade mensal, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o saldo negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB.

Considerando o período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram:

  • Governo Central: déficit de R$ 52,7 bilhões, ou 0,39% do PIB;
  • Estados: déficit de R$ 14,4 bilhões, ou 0,11% do PIB;
  • Municípios: superávit de R$ 7 bilhões, ou 0,05% do PIB;
  • Empresas estatais: déficit de R$ 10 bilhões, ou 0,07% do PIB.

O crescimento da dívida eleva os custos de financiamento do governo e pode reduzir o espaço disponível no Orçamento para outras despesas. Além disso, a evolução do resultado primário influencia a capacidade do setor público de estabilizar o endividamento em relação ao PIB.

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