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Economia DRAGÃO

Economia chinesa cresce 4,6%, mas crise no setor imobiliário ainda preocupa

Governo avalia novos estímulos para atingir meta de 5%, enquanto o consumo doméstico permanece fraco

18/10/2024 às 09h37
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
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A economia da China cresceu 4,6% no terceiro trimestre de 2024, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais divulgados na manhã desta sexta-feira (18), horário local. O resultado, divulgado pela Reuters, superou as expectativas dos analistas, que previam um crescimento de 4,5%. No entanto, o desempenho mantém a pressão sobre o governo chinês, que avalia novas medidas de estímulo para revitalizar a economia.

O crescimento trimestral de 0,9%, entre julho e setembro, também ficou ligeiramente abaixo das projeções de 1,0%, mas ainda assim, mostrou uma recuperação em relação ao trimestre anterior, que teve crescimento revisado de 0,5%. O governo chinês tem implementado medidas de estímulo desde o final de setembro, em uma tentativa de alcançar sua meta anual de crescimento de 5%. Essas medidas incluem cortes nas taxas de juros e injeções de liquidez no mercado.

Apesar dos números acima das expectativas, o setor imobiliário chinês permanece em crise, o que continua a pesar sobre a economia. A fraqueza persistente nesse setor é uma das principais preocupações do governo, que tem sido pressionado a adotar políticas mais agressivas de estímulo para evitar uma desaceleração ainda maior. Outros indicadores econômicos, como a produção industrial e as vendas no varejo de setembro, trouxeram resultados mais positivos, superando as previsões e sugerindo sinais de recuperação em algumas áreas.

No entanto, a inflação ao consumidor surpreendentemente recuou em setembro, enquanto a deflação nos preços ao produtor aumentou. Essa combinação de pressões deflacionárias e um setor imobiliário enfraquecido tem levado o governo chinês a considerar a emissão de bônus especiais do tesouro, estimados em até 6 trilhões de yuan (cerca de 842,6 bilhões de dólares), para financiar novos estímulos.

A economia chinesa tem enfrentado um crescimento desigual ao longo de 2024, com a produção industrial superando o consumo doméstico e as exportações perdendo força. O governo prometeu mudar o foco para incentivar o consumo, mas os mercados aguardam detalhes sobre um pacote fiscal que pode ser essencial para sustentar o crescimento nos próximos anos.

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