
Nos últimos dois anos, uma série de investigações revelou operações ilegais envolvendo agências governamentais dos Estados Unidos, como a CIA, o FBI e o Departamento de Segurança Interna (DHS). Essas operações incluíram a criação de uma narrativa falsa sobre a suposta ligação de Donald Trump com a Rússia, além de interferências diretas nas eleições de 2020, com o uso de uma carta assinada por ex-agentes de inteligência que alegavam, sem provas, que a notícia sobre o laptop de Hunter Biden era desinformação russa.
A CIA, em parceria com aliados e intermediários, desempenhou um papel central em ações que visavam controlar a moderação de conteúdo em plataformas de redes sociais, como o Twitter, e influenciar o ambiente político. Além disso, o FBI foi acusado de perseguir delatores internos, conduzir investigações inadequadas, e participar ativamente na disseminação de desinformação, especialmente em relação à cobertura do laptop de Hunter Biden.
Outro ponto revelado foi o envolvimento do DHS, criado inicialmente para combater o terrorismo após os ataques de 11 de Setembro, em operações de censura e interferência em processos eleitorais. Essas ações envolveram tanto atuais quanto ex-membros do Departamento de Defesa dos EUA e da CIA, além da criação de parcerias com grupos de censura, como o Observatório da Internet de Stanford.
Mais recentemente, documentos indicam que agências dos EUA, como o FBI, juntamente com intermediários ligados à CIA, têm financiado e orientado o governo brasileiro em práticas de censura. Essas operações incluem interferência na liberdade de imprensa e aconselhamento ao governo do Brasil sobre como aplicar políticas de controle de discurso, especialmente em plataformas de redes sociais.
O envolvimento dos EUA na censura em outros países, como o Brasil, levanta questões sobre interferência eleitoral estrangeira e violações das liberdades civis. Embora o sistema político brasileiro tenha particularidades, como a autonomia de seu Judiciário em relação ao Executivo, as ações das agências americanas, supervisionadas pela administração Biden-Harris, têm impactado diretamente o cenário político do país sul-americano.
Além disso, as semelhanças entre as ações de censura nos EUA e no Brasil são marcantes. Embora no Brasil o Judiciário tenha um papel central, várias entidades locais, financiadas por organizações americanas, seguem um padrão de atuação que ecoa os esforços de censura promovidos nos EUA, Europa e em outros países da aliança de inteligência “Cinco Olhos”. Essas entidades têm fomentado preocupações com a desinformação, frequentemente sem base em pesquisas acadêmicas robustas, e coordenado campanhas para desacreditar vozes políticas dissidentes.
Nos Estados Unidos, parlamentares estão se mobilizando contra essa prática. O deputado Chris Smith, junto com outros membros do Congresso, apresentou o Projeto de Lei HR 9850, que visa proibir o financiamento de iniciativas de censura no exterior. O projeto de lei busca impedir que agências de segurança americanas colaborem com governos estrangeiros para suprimir a liberdade de expressão, como teria ocorrido no Brasil, e garantir que a Constituição dos EUA seja respeitada tanto em território nacional quanto no exterior.
ELEIÇÕES 2026 Direita sinaliza união para enfrentar Lula nas eleições de 2026
ALERTA Cortes de Lula aumentam risco de falhas na aviação e acendem alerta para segurança dos voos
VAI PIORAR TUDO! Trabalhar menos pode custar mais: entenda o perigo escondido na PEC que acaba com a escala 6x1
Mín. 23° Máx. 32°