
O diretor-presidente do Grupo Mateus, Jesuíno Martins, comentou a multa bilionária imposta pela Receita Federal em setembro, durante a inauguração de novas lojas do grupo em Fortaleza, nesta sexta-feira (11). Segundo Martins, o grupo está tranquilo em relação à situação, pois segue as normas legais e confia na reversão da multa. “Estamos pautados na lei, nossos advogados estão trabalhando nisso”, afirmou.
A Receita Federal multou o Grupo Mateus em R$ 1,06 bilhão, questionando a exclusão de créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A autuação envolve a bandeira atacadista do grupo, Armazém Mateus, e refere-se aos exercícios fiscais de 2014 a 2021.
Martins destacou que a questão é uma divergência de interpretação da lei e que o Grupo Mateus confia na resolução do caso. A empresa afirma que as exclusões foram feitas de acordo com a legislação aplicável. “Nos próximos anos, vamos poder compartilhar o desenrolar disso”, completou o executivo.
Os créditos presumidos de ICMS são incentivos fiscais concedidos pelos estados para reduzir a carga tributária sobre as empresas, compensando o valor pago anteriormente em produtos ou serviços taxados. A Receita Federal contesta a forma como o Grupo Mateus aplicou esses créditos em seus cálculos.
Além de tratar da multa, Jesuíno Martins também negou rumores sobre uma possível compra de ações do Assaí Atacadista, um dos principais concorrentes do grupo. Segundo ele, a empresa segue focada em sua estratégia de expansão orgânica no Norte e Nordeste, sem planos de avançar para as regiões Sul, Sudeste ou Centro-Oeste.
O Grupo Mateus chegou a 452 lojas no Brasil, com novas inaugurações em Fortaleza. No Ceará, são 15 unidades, e outras duas estão previstas para 2025. O primeiro Hiper Mateus do estado será inaugurado no bairro Aldeota, e uma unidade do Mix Mateus abrirá no Farias Brito.
A especulação sobre uma possível associação entre o Grupo Mateus e o Assaí foi desmentida pelas duas empresas. Ambos reiteraram que não houve conversas ou propostas formais a respeito de uma fusão ou aquisição.
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