
Os preços do milho no Brasil apresentaram firmeza ao longo de julho, impulsionados por fatores internacionais e câmbio.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a primeira metade de julho teve preços mais baixos devido ao maior volume de oferta dos produtores e preços mais acomodados nos portos. A partir da segunda metade do mês, os preços começaram a subir com a perspectiva de falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que trouxe suporte em Chicago.
No Brasil, a aceleração do dólar frente ao real intensificou esse movimento, levando os produtores a segurarem as vendas.
O câmbio favorável proporcionou preços mais altos nos portos e um comportamento mais agressivo das tradings, focadas na exportação.
No mercado interno, houve um maior interesse por parte dos consumidores necessitando de ofertas para atender às demandas mais urgentes de abastecimento. Isso fez com que tivessem que pagar mais pelo cereal.
Após essas compras, o movimento de negócios diminuiu, mas os preços permaneceram elevados.
Para agosto, a Safras Consultoria destaca que o foco seguirá no câmbio e no desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho. A continuidade da desvalorização do real frente ao dólar pode fomentar um maior movimento voltado para a exportação, mantendo menores intenções de venda no mercado doméstico.
Internacionalmente, a expectativa de uma boa safra nos Estados Unidos, com o retorno das chuvas no curto prazo, deve contribuir para manter os preços em Chicago com um viés baixista.
As exportações de milho do Brasil em julho renderam US$ 549,154 milhões, com média diária de US$ 27,457 milhões. A quantidade total exportada foi de 2,760 milhões de toneladas, com média de 138,043 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 198,40.
Comparado a julho de 2023, houve uma baixa de 44,3% no valor médio diário da exportação, queda de 31,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 18,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
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