
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda na liderança da corrida presidencial, mas com sinais de redução da vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, um ponto percentual a menos que no levantamento anterior. Flávio Bolsonaro registra 30%, avançando dois pontos percentuais no mesmo período. A diferença entre os dois caiu de 11 para 9 pontos. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.
No segundo turno, a tendência também favorece o crescimento do senador. Lula passou de 45% para 44%, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 37% para 39%, reduzindo novamente a distância entre ambos. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 13%, enquanto os indecisos representam 4%.
Nos demais cenários testados, Lula mantém vantagem sobre Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, embora alguns adversários também tenham apresentado oscilações positivas.
Os números mostram uma disputa ainda liderada por Lula, mas também indicam um movimento de crescimento de Flávio Bolsonaro. Ainda é cedo para afirmar se essa tendência se consolidará nos próximos levantamentos, porém o encurtamento da diferença entre os dois candidatos passou a ser um dos principais aspectos da pesquisa.
Outro ponto que continua sendo objeto de debate político é a influência, ou não, de fatos negativos sobre a intenção de voto. Entre os episódios que cercam o governo estão as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. Atualmente, ele é alvo de três inquéritos conduzidos pela Polícia Federal, que apuram suspeitas de tráfico de influência e outros possíveis ilícitos, além de existir um quarto pedido de investigação relacionado a fatos distintos. As investigações também alcançam pessoas próximas ao governo e outros personagens ligados aos casos. Até o momento, não há condenação de Lulinha nesses procedimentos, que permanecem em fase de apuração pelas autoridades competentes.
Também é discutido no ambiente político até que ponto esses episódios poderão ou não influenciar futuras pesquisas eleitorais. Pesquisas de intenção de voto registram a preferência do eleitor no momento em que são realizadas e não explicam, por si só, quais fatores levaram cada entrevistado a declarar seu voto. A evolução dos próximos levantamentos mostrará se os acontecimentos políticos e judiciais produzirão mudanças mais significativas no comportamento do eleitorado.
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