
A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta semana, evidencia um dos principais fatores que devem influenciar a eleição presidencial de 2026: a força do voto evangélico. O levantamento mostra que o segmento permanece como um dos maiores redutos eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e representa um desafio significativo para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a pesquisa, 63% dos eleitores evangélicos afirmam que não votariam em Lula de forma alguma, enquanto apenas 36% dizem que poderiam apoiá-lo. Trata-se do maior índice de rejeição ao presidente entre os grupos religiosos pesquisados, indicando que a resistência nesse eleitorado continua elevada.
No cenário estimulado de primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto entre os evangélicos, contra 28% de Lula, uma vantagem de 22 pontos percentuais.
A diferença cresce ainda mais na simulação de segundo turno. Nesse cenário, o senador alcança 59% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 33%, abrindo uma vantagem de 26 pontos dentro desse segmento do eleitorado.
Os números contrastam com o desempenho entre os eleitores católicos, grupo em que Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, demonstrando que a disputa presidencial continua marcada por perfis distintos de apoio entre diferentes segmentos religiosos.
Além dos percentuais, o levantamento reforça um aspecto observado nas últimas eleições presidenciais: o eleitorado evangélico consolidou-se como um dos mais organizados e influentes da política brasileira. Estimativas demográficas indicam que os evangélicos representam cerca de um terço da população do país e exercem crescente protagonismo no debate público e eleitoral.
Esse contingente tornou-se estratégico para qualquer candidatura ao Palácio do Planalto. Nas eleições recentes, temas ligados à liberdade religiosa, valores familiares, costumes e participação das igrejas no debate político ganharam espaço e contribuíram para fortalecer a mobilização desse eleitorado.
Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que Lula mantém bases eleitorais mais sólidas em outros segmentos, especialmente entre mulheres, católicos, eleitores de menor renda e parte do eleitorado mais idoso, evidenciando que a disputa presidencial segue fortemente polarizada e sustentada por diferentes perfis sociais e religiosos.
Realizado entre 31 de julho e 2 de agosto, o levantamento ouviu 2.002 eleitores em todo o país. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
IMPEACHMET Moraes diante do novo Senado: impeachment, perda de proteção política e o risco de entrar para a história do STF
DECLARADO ELEITO Douglas Ruas é declarado governador eleito do Rio, e resultado amplia o peso do bolsonarismo no cenário nacional
ELEIÇÕES 2026 Em celebração evangélica, Flávio Bolsonaro pede proteção divina e fala em guerra espiritual
UNIÃO PROGRESSISTA Ciro Nogueira projeta mais de 30% dos votos para Flávio Bolsonaro no Piauí
BRASIL SEM LULA? Flávio Bolsonaro declara que “é o fim da era Lula” em ato de campanha no Rio
SUSPEITA CORRUPÇÃO Caso Vorcaro: governo precisa explicar as denúncias, não apenas desqualificar quem as apresenta
FLÁVIO NA FRENTE Ipespe: Flávio Bolsonaro chega a 52,7% dos votos válidos e abre vantagem sobre Lula no segundo turno
ELEIÇÕES 202 Vídeo manipulado por IA atribui falsas declarações a Flávio Bolsonaro sobre 13º salário e benefícios sociais
CANDIDATO DO CRIME O crime organizado tem lado político? Lula, Flávio Bolsonaro e a disputa pelo poder nas comunidades dominadas pelas facções Mín. 23° Máx. 39°