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Política ELEITOR EVANGÉLICO

Voto evangélico amplia vantagem de Flávio Bolsonaro e reforça peso decisivo do segmento na disputa presidencial

Subtítulo: Pesquisa BTG/Nexus mostra que senador lidera com folga entre os evangélicos, enquanto Lula enfrenta sua maior rejeição justamente no grupo religioso que pode ser determinante nas eleições de 2026

04/08/2026 às 08h24
Por: Douglas Ferreira
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Flávio Bolsonaro tem a preferência do eleitor evangélico brasileiro - Foto: Reprodução
Flávio Bolsonaro tem a preferência do eleitor evangélico brasileiro - Foto: Reprodução

A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta semana, evidencia um dos principais fatores que devem influenciar a eleição presidencial de 2026: a força do voto evangélico. O levantamento mostra que o segmento permanece como um dos maiores redutos eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e representa um desafio significativo para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a pesquisa, 63% dos eleitores evangélicos afirmam que não votariam em Lula de forma alguma, enquanto apenas 36% dizem que poderiam apoiá-lo. Trata-se do maior índice de rejeição ao presidente entre os grupos religiosos pesquisados, indicando que a resistência nesse eleitorado continua elevada.

No cenário estimulado de primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto entre os evangélicos, contra 28% de Lula, uma vantagem de 22 pontos percentuais.

A diferença cresce ainda mais na simulação de segundo turno. Nesse cenário, o senador alcança 59% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 33%, abrindo uma vantagem de 26 pontos dentro desse segmento do eleitorado.

Os números contrastam com o desempenho entre os eleitores católicos, grupo em que Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, demonstrando que a disputa presidencial continua marcada por perfis distintos de apoio entre diferentes segmentos religiosos.

Além dos percentuais, o levantamento reforça um aspecto observado nas últimas eleições presidenciais: o eleitorado evangélico consolidou-se como um dos mais organizados e influentes da política brasileira. Estimativas demográficas indicam que os evangélicos representam cerca de um terço da população do país e exercem crescente protagonismo no debate público e eleitoral.

Esse contingente tornou-se estratégico para qualquer candidatura ao Palácio do Planalto. Nas eleições recentes, temas ligados à liberdade religiosa, valores familiares, costumes e participação das igrejas no debate político ganharam espaço e contribuíram para fortalecer a mobilização desse eleitorado.

Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que Lula mantém bases eleitorais mais sólidas em outros segmentos, especialmente entre mulheres, católicos, eleitores de menor renda e parte do eleitorado mais idoso, evidenciando que a disputa presidencial segue fortemente polarizada e sustentada por diferentes perfis sociais e religiosos.

Realizado entre 31 de julho e 2 de agosto, o levantamento ouviu 2.002 eleitores em todo o país. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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