
A violenta ventania que atingiu o Rio de Janeiro e parte da região metropolitana nesta quarta-feira (29) surpreendeu até os sistemas oficiais de monitoramento climático. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, as rajadas de vento foram muito mais intensas e ocorreram antes do horário previsto pelas estações meteorológicas.
De acordo com o prefeito, o município já havia alertado a população, dias antes, sobre a possibilidade de eventos climáticos extremos associados ao chamado super El Niño. No entanto, nem mesmo as 11 estações que monitoram os ventos na capital conseguiram antecipar a força do fenômeno.
As rajadas ultrapassaram os 100 km/h, chegando a 105,5 km/h na região do Aeroporto Internacional do Galeão. O resultado foi uma sequência de graves transtornos: mais de 1,9 milhão de imóveis ficaram sem energia elétrica em todo o Estado, árvores foram derrubadas, vias ficaram bloqueadas e diversos serviços públicos sofreram interrupções.
A tragédia também deixou vítimas. Duas pessoas morreram após o desabamento de um muro em Santa Teresa, na região central da capital. Além disso, equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por um pescador desaparecido no mar de Tarituba, em Paraty.
Após a tempestade, a Prefeitura informou que mobilizou equipes durante toda a noite para remover árvores, liberar ruas e restabelecer os serviços essenciais. Embora a maior parte do sistema de transporte tenha voltado a funcionar normalmente nesta quinta-feira, o município permanece em estado de atenção.
Para Eduardo Cavaliere, o episódio reforça um alerta cada vez mais presente entre especialistas: os eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes e intensos, exigindo monitoramento permanente, planejamento e respostas cada vez mais rápidas por parte do poder público.
A superventania rendeu dezenas de vídeos nas redes sociais. Confira:
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