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Agro CAFÉ

Colheita de café pode ser prejudicada pelo calor intenso, aponta Conab

Em contrapartida, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê uma produção mais otimista, alcançando 69,9 milhões de sacas.

03/08/2024 às 19h41
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A colheita de café para a safra 2024/25 enfrenta desafios significativos devido ao impacto das altas temperaturas e condições de seca severa. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a projeção para a produção é de 58,8 milhões de sacas, um número abaixo das estimativas de outras entidades privadas. Em contrapartida, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê uma produção mais otimista, alcançando 69,9 milhões de sacas.

Para o café arábica, a expectativa é de um aumento na produção para 44,7 milhões de sacas, representando um crescimento de 4,6% em relação à safra anterior. Esse incremento é impulsionado pela revisão positiva na produção do Sul de Minas Gerais, elevando de 16,2 milhões para 16,6 milhões de sacas.

No entanto, a produção de café robusta projeta uma redução, estimada em 21,2 milhões de sacas, marcando uma queda de 6,8% em comparação com as previsões anteriores e 1,6% abaixo do ano passado. Esta diminuição é atribuída principalmente às expectativas menores de produção na Bahia e no Espírito Santo, com quedas projetadas de 2,6 milhões para 2,3 milhões de sacas e de 16,2 milhões para 14,9 milhões de sacas, respectivamente.

A divergência nas projeções reflete as condições climáticas adversas enfrentadas. O recente fenômeno El Niño, caracterizado por temperaturas elevadas e ondas de calor, impactou negativamente o desenvolvimento dos cafezais brasileiros.

De junho a agosto de 2024, a transição para condições climáticas neutras não conseguiu mitigar completamente os danos, especialmente em áreas como o Cerrado, Espírito Santo e Bahia, onde as temperaturas frequentemente ultrapassaram os 40°C. Este estresse térmico afetou tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos, evidenciado pela redução no tamanho dos grãos.

A incerteza contínua sobre a verdadeira extensão da safra brasileira contribui para a volatilidade dos preços, destacando a importância do Brasil como um dos principais atores no mercado global de café.

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