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Polícia PROCURADO

Último investigado da operação contra a DF Group segue foragido no Piauí

Operação já prendeu 11 investigados, incluindo o proprietário da empresa; Polícia Civil apura suspeitas de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

14/07/2026 às 08h11
Por: Suzana Moreno
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

As forças de segurança seguem à procura de Tharsio Moura Soares de Gusmão, apontado como o único investigado que ainda não foi localizado na operação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a empresa DF Group, em Teresina. Coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), a ação já resultou no cumprimento de 11 mandados de prisão, entre eles o do empresário Douglas Fonseca Araújo, identificado pela investigação como proprietário e principal responsável pela empresa.

Além de Douglas Fonseca Araújo, também foram presos Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo, Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo e Lucas Soares Coutinho. De acordo com o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas, os investigados são suspeitos de integrar uma organização que teria praticado estelionato por meio de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A apuração aponta que o grupo utilizava plataformas digitais para captar investidores e movimentar recursos financeiros sob investigação.

Segundo a Polícia Civil, a empresa afirmava atuar no mercado de investimentos há cerca de sete anos. No entanto, documentos analisados durante a investigação indicam que empresas vinculadas ao grupo tiveram registros de abertura e encerramento em um curto intervalo ao longo de 2025. A Secretaria de Segurança Pública estima que aproximadamente 70 pessoas tenham sido vítimas do suposto esquema apenas em Teresina, mas a expectativa é de que esse número aumente conforme novas denúncias forem apresentadas. A SSP também mantém contato com a Polícia Civil de São Paulo para verificar informações relacionadas a investigações envolvendo Douglas Fonseca naquele estado.

As investigações apontam ainda que uma das estratégias para atrair investidores era a promessa de retorno financeiro de até 10% ao mês, índice considerado acima dos padrões do mercado. A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham realizado investimentos por meio da DF Group registrem boletim de ocorrência em qualquer delegacia, na Superintendência de Defesa e Proteção ao Consumidor ou pelo WhatsApp da Secretaria de Segurança Pública, no número 0800 086 0190. Enquanto o inquérito continua, as equipes permanecem em diligências para localizar Tharsio Moura Soares de Gusmão, considerado o único alvo ainda com mandado de prisão em aberto.

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