
A Polícia Civil do Maranhão intensificou as buscas para localizar Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra crianças em uma creche de Timon. O ex-diretor-adjunto da instituição passou a ser considerado foragido depois de romper a tornozeleira eletrônica utilizada para monitoramento judicial, equipamento que, segundo a polícia, foi desativado na quarta-feira (8).
O investigado havia deixado a prisão preventiva em junho após decisão judicial que substituiu a detenção por medidas cautelares. Além do monitoramento eletrônico, ele estava proibido de frequentar escolas, manter contato com vítimas e testemunhas e exercer funções públicas, devendo ainda cumprir recolhimento domiciliar durante a noite.
A investigação ganhou força após a análise de imagens das câmeras de segurança da creche. Os registros mostram o então gestor levando duas crianças pequenas para um depósito instalado na área da direção da unidade. Conforme a Polícia Civil, o ambiente não possuía monitoramento eletrônico e era utilizado pelo investigado após retirar os alunos das salas de aula sob diferentes justificativas.
As vítimas identificadas até o momento eram crianças matriculadas na creche, incluindo alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a investigação, a apuração foi iniciada após a denúncia feita pela mãe de uma das crianças e passou a contar com depoimentos de outras testemunhas. Enquanto as buscas continuam, a Polícia Civil trabalha para localizar o investigado e dar continuidade ao processo criminal.
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