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“Nem é para o São Marcos”: Joel critica novo empréstimo pedido por Rafael Fonteles

Segundo o Governo do Estado, os recursos serão destinados ao financiamento do programa Piauí Mais Digital

08/07/2026 às 14h42
Por: Redação GH1
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Joel Rodrigues critica mais um empréstimo do governo - Foto: Reprodução
Joel Rodrigues critica mais um empréstimo do governo - Foto: Reprodução

O pré-candidato ao Governo do Piauí, Joel Rodrigues (Progressistas), voltou a elevar o tom das críticas ao governador Rafael Fonteles (PT) após o envio ao Senado Federal de um novo pedido de empréstimo internacional no valor de US$ 50 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Segundo o Governo do Estado, os recursos serão destinados ao financiamento do programa Piauí Mais Digital, iniciativa voltada à modernização e digitalização dos serviços públicos estaduais.

A reação de Joel ocorre em um momento delicado para a saúde pública. Apenas um dia antes, a direção do Hospital São Marcos, referência no tratamento oncológico no Piauí, alertou para a grave crise financeira enfrentada pela instituição e informou que a falta de recursos ameaça o atendimento de pacientes com câncer.

Para o pré-candidato, o anúncio do novo financiamento evidencia uma inversão de prioridades.

"O governador foi ao Senado pedir um novo empréstimo de 50 milhões de dólares. Imaginei que fosse para socorrer a urgência do hospital e garantir o tratamento de quem luta pela vida. Mas não. O dinheiro será destinado a um aplicativo. É uma escolha que revela quais são, de fato, as prioridades deste governo", afirmou Joel Rodrigues.

A declaração amplia o debate sobre a destinação dos recursos públicos e o crescente endividamento do Estado. Enquanto o governo defende investimentos em transformação digital e modernização administrativa, a oposição sustenta que áreas consideradas emergenciais, como a saúde, deveriam receber prioridade absoluta.

Joel também voltou a defender uma mudança na condução da administração estadual, afirmando que é necessário rever as prioridades da gestão para atender demandas consideradas urgentes, especialmente na área da saúde.

O episódio reforça um dos principais eixos do discurso da oposição: o questionamento sobre o destino dos empréstimos contratados pelo Estado e a prioridade dada aos investimentos públicos diante das dificuldades enfrentadas por setores considerados essenciais.

 

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