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Justiça determina exclusão de vídeos íntimos vendidos pela internet no Piauí

Investigação aponta que conteúdo era vendido pela internet sem autorização das vítimas; casos envolvendo menores de idade também são apurados.

01/06/2026 às 09h23
Por: Suzana Moreno
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Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Justiça determinou a retirada de vídeos íntimos que estariam sendo divulgados por um homem preso durante a Operação Lente Oculta, realizada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí. Segundo os investigadores, o material circulava em plataformas digitais e aplicativos de mensagens, sendo comercializado para usuários de diferentes regiões do país. A apuração também identificou a presença de vítimas menores de idade entre os conteúdos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após várias mulheres procurarem a delegacia especializada ao descobrirem que imagens íntimas estavam sendo compartilhadas sem autorização. Algumas delas foram informadas por conhecidos de outros estados sobre a circulação dos vídeos. A partir dos relatos, os policiais iniciaram o trabalho de identificação da origem do material e do responsável pela divulgação.

As apurações indicam que o suspeito atraía mulheres sob a promessa de pagamento e realizava gravações sem o conhecimento das vítimas. Conforme a polícia, equipamentos de filmagem eram ocultados em objetos adaptados para registrar as imagens de forma discreta. Posteriormente, os vídeos eram oferecidos para venda na internet por valores que variavam entre R$ 75 e R$ 100, utilizando recursos tecnológicos para ampliar a distribuição do conteúdo.

Após identificar a circulação do material, a Polícia Civil solicitou ao Telegram a remoção dos vídeos, pedido que foi atendido pela plataforma. Os investigadores também solicitaram medidas para impedir que novas publicações envolvendo as vítimas sejam compartilhadas futuramente. A polícia alerta que pessoas que adquiriram, armazenaram ou divulgaram os conteúdos também podem responder criminalmente, especialmente nos casos que envolvem imagens de menores de idade, previstos na legislação de proteção à criança e ao adolescente.

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