
O Brasil amanheceu de luto nesta quinta-feira (3) com a notícia do falecimento de Cid Moreira, um dos ícones mais respeitados e conhecidos da mídia brasileira. O jornalista e apresentador, que por décadas foi a voz firme e inconfundível do Jornal Nacional, morreu aos 97 anos, em um hospital de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, onde estava internado devido a uma pneumonia.
Cid Moreira marcou gerações com sua presença imponente na televisão. Ele iniciou sua carreira nos anos 1940, ainda no rádio, e rapidamente se destacou como locutor, conquistando o respeito de colegas e a admiração de milhões de brasileiros. No comando do Jornal Nacional entre 1969 e 1996, foi a voz de momentos históricos do Brasil e do mundo, tornando-se sinônimo de credibilidade e seriedade.
Nos últimos anos, mesmo longe da bancada, Cid Moreira continuou ativo. Ele se dedicou a narrar textos bíblicos, tornando-se um dos principais difusores da palavra cristã no país. A voz que antes levava as notícias ao lar de milhões passou a confortar corações com suas interpretações serenas das Escrituras.
Deixa esposa, Fátima Sampaio, com quem estava casado desde 2000, e dois filhos, Rodrigo e Roger Moreira. Seu legado é imensurável, tanto no jornalismo quanto na cultura popular brasileira.
A morte de Cid Moreira gerou forte repercussão no meio televisivo e político. William Bonner, atual âncora do Jornal Nacional, lamentou a perda: "Cid era mais que um colega, era um mestre, um exemplo de dedicação à notícia. Sua voz ficará para sempre gravada na história do Brasil". Políticos também se manifestaram. O presidente Lula afirmou que "o Brasil perde uma referência jornalística, um homem que nos ajudou a enxergar o mundo com clareza".
Cid Moreira se despede como um ícone, uma voz que jamais será esquecida, cuja importância transcende as gerações. Sua morte é um lembrete de sua imensa contribuição ao jornalismo e à televisão brasileira.
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