
A pesquisa Datafolha revelou o óbvio. Sim. O governo Lula 3 prometeu entregar mais segurança e saúde ao povo brasileiro e não entregou. E os números da própria pesquisa escancaram isso como telhado furado em dia de tempestade. Segundo o levantamento, a segurança pública aparece como a pior área do governo para 16% dos entrevistados. Logo atrás vem a saúde, com 15%. Economia e combate à corrupção aparecem empatados com 13%. Ou seja, justamente as áreas mais sensíveis da vida do brasileiro estão derretendo na percepção popular. Nem nas grandes cidades, nem nas médias, nem nas pequenas, nem nas aldeias indígenas a sensação é de melhora.
Os yanomamis continuam sofrendo. Em 2023, primeiro ano do governo Lula, o número de morte entre os indígenas na etinia yanomanis, foi de 428 mortes, 85 a mais que no ano anterior. Nos anos seguintes houve uma redução mas as mortes continuam acima de 330 por ano.
E a pergunta que ecoa é simples: onde foi parar a mudança prometida?
A pesquisa é importante porque revela um dado real. O Brasil está mais inseguro. E a população brasileira está menos assistida na saúde pública.
E qual a desculpa do governo? Bem, a essa altura do campeonato desculpa alguma convence mais. O povo brasileiro quer resultado prático e ele não veio.
As filas nas UBS’s da vida dobram o quarteirão como fila de açougue em tempo de crise. A situação do INSS então virou um verdadeiro labirinto burocrático. Atualmente, cerca de 2,6 milhões de pedidos de benefícios estão represados. Dependendo da região, a espera varia de seis meses a um ano.
E os números pioram. Em 2026, auditorias independentes apontam que o volume de solicitações pendentes já ultrapassa 2,7 milhões e pode romper a barreira dos 3 milhões de processos acumulados. É aposentado esperando aposentadoria, doente aguardando auxílio e famílias inteiras vivendo no limbo enquanto o sistema trava como motor velho subindo ladeira.
E a segurança? O brasileiro já não consegue sair à rua sem carregar medo no bolso junto com a carteira. As facções criminosas crescem como mato em terreno abandonado. Dominam bairros, povoados, cidades, impõem regras, controlam territórios e decidem quem vive e quem morre. Ainda assim, o governo se nega a classificá-las como terroristas.
O número de homicídios continua assustador e permanece acima das 50 mil mortes violentas por ano. O número de estupros também dispara. O caso recente do Rio de Janeiro, envolvendo o estupro coletivo de uma menina de apenas 12 anos, chocou o país como um soco no estômago da sociedade.
E há outro dado impossível de relativizar: o feminicídio. Os números são alarmantes e funcionam como sirene ligada no meio da madrugada. Em 2024, o Brasil registrou 1.492 feminicídios, a maior marca desde que o crime foi tipificado em 2015. Em 2025, os dados seguem ainda mais assustadores, os registros subiram para aproximadamente 1.568 casos, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, consolidando um cenário de escalada brutal da violência contra a mulher.
Entre janeiro e junho de 2025, foram registrados 179 casos de feminicídio consumado e tentado, praticamente um caso por dia. É um massacre silencioso acontecendo dentro de casas, apartamentos e relacionamentos destruídos pelo ódio, pela violência e pela incapacidade do Estado de proteger mulheres ameaçadas.
E o que dizer da violência contra pessoas trans? Nunca se falou tanto em transfobia e assassinatos motivados por ódio quanto agora. A sensação é de um país onde a barbárie cresce mais rápido que a capacidade do Estado de reagir.
Os dados mais recentes apontam:
Enquanto isso, o governo responde com anúncios, programas e promessas embaladas como produto de vitrine. Lula lançou recentemente o programa “Brasil contra o crime organizado”, prometendo R$ 11 bilhões em investimentos entre verbas federais e empréstimos aos Estados. Mas a população olha para esses anúncios como quem vê propaganda de chuva no meio do sertão seco. Bonita no discurso, distante da realidade.
A PEC da Segurança segue parada no Senado há mais de dois meses. Nem relator possui ainda. O Ministério da Segurança Pública continua apenas na conversa. E o próprio Datafolha mostrou aquilo que o brasileiro já sente na pele todos os dias. Quando perguntados sobre qual deve ser a prioridade do próximo presidente, 34% responderam saúde. O governo Lula 3 não construiu um único hospital novo até agora.
Segurança pública apareceu com 12%, atrás apenas da educação, com 15%. Isso revela um país cansado, adoecido e assustado. Um país onde a população vive espremida entre o medo do assalto e o desespero da fila do SUS.
Portanto, o Datafolha apenas confirmou aquilo que todo mundo já sabe e que a realidade esfrega na cara do país diariamente. O cidadão sabe. Os políticos sabem. A polícia sabe. Até o bispo sabe. Só parece não perceber a gravidade da situação parte da esquerda e do governo, que às vezes parece acometida de uma mistura de miopia social com cegueira ideológica. É um negacionismo geral.
Porque quando a realidade bate na porta com tanta força, não adianta maquiagem estatística nem discurso ensaiado. O povo quer resultado. E o resultado simplesmente não apareceu.
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