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Polícia JUSTIÇA ELEITORAL

Primeira-dama de João Pessoa é presa na operação Território Livre da Polícia Federal

Maria Lauremília Assis de Lucena é presa em ação contra aliciamento de eleitores e organização criminosa

28/09/2024 às 11h55
Por: Douglas Ferreira
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Lauremília e Cícero Lucena - Foto: Reprodução
Lauremília e Cícero Lucena - Foto: Reprodução

Neste sábado, 28, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Território Livre, resultando na prisão da primeira-dama de João Pessoa, Maria Lauremília Assis de Lucena. A operação visa investigar o aliciamento violento de eleitores e a atuação de organizações criminosas durante o pleito municipal na capital paraibana.

A ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado - Gaeco, e incluiu a execução de mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão preventiva, todos expedidos pela Justiça Eleitoral. Também foi presa a secretária pessoal de Lauremília, Tereza Cristina Barbosa Albuquerque.

Casada com o prefeito Cícero Lucena (PP), candidato à reeleição, Lauremília é apontada como uma vítima de um suposto ataque orquestrado por adversários políticos, segundo declarações do prefeito. Ele descreveu a prisão como um “ato covarde e brutal”, alegando que sua esposa é uma pessoa de caráter íntegro e que não teme as investigações.

Vale ressaltar que a legislação eleitoral brasileira é uma das poucas que é aplicada com rigor, e o aliciamento de eleitores é um crime sério, que não pode ser tolerado. A Justiça deve ser igual para todos, sem exceções.

Na última semana, a operação também resultou na prisão da vereadora Raíssa Lacerda (PSB), que, assim como Lauremília, está envolvida em investigações sobre aliciamento de eleitores. Sua assessoria denunciou uma “perseguição eleitoral”, mas a PF segue firme em suas investigações, afirmando que a operação visa combater práticas ilícitas que minam a integridade do processo democrático.

Com essas ações, a Polícia Federal reitera que ninguém está acima da lei e que o combate à corrupção e ao crime organizado é essencial para garantir a transparência e a justiça nas eleições. O futuro da democracia em João Pessoa e no Brasil depende do rigoroso cumprimento das leis eleitorais e da responsabilização de todos os envolvidos em atividades ilícitas.

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